Logo R7.com
RecordPlus

Retirada das minas iranianas não significa abertura imediata de Ormuz, diz analista

Pentágono estima que a remoção de dispositivos na passagem pode levar até seis meses, já que tecnologia utilizada pelo Irã dificulta detecção

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Retirada das minas no estreito de Ormuz pode levar até seis meses, segundo o Pentágono.
  • Autoridades afirmam que o fechamento da passagem por esse tempo é inaceitável.
  • Analisando a situação, Uri Fancelli destaca que a retirada das minas não garante a segurança imediata para os navios.
  • A guerra entre Rússia e Ucrânia mostrou que países menores podem danificar forças navais mais poderosas de maneiras inovadoras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Pentágono estima que retirar as minas no estreito de Ormuz pode levar até seis meses. Porém, autoridades norte-americanas afirmam que o fechamento da passagem por esse período é “impossível e completamente inaceitável”. Segundo fontes ouvidas pelo jornal Washington Post, o Irã pode ter instalado 20 minas ou mais na rota e imediações.

De acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, algumas minas foram colocadas na água, à distância, utilizando tecnologia GPS, o que dificulta a detecção. Enquanto outras teriam sido instaladas com embarcações pequenas.


Navio de grande porte navegando em mar aberto sob céu parcialmente nublado
Pentágono diz que o fechamento de Ormuz por seis meses é 'impossível e completamente inaceitável' Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (23), Uriã Fancelli, analista de relações internacionais, afirma que a retirada das minas não significa uma abertura imediata de Ormuz.

“Pelo contrário, os navios vão precisar se sentir seguros para passarem por lá. Então talvez seja necessário um tempo bastante prolongado, sem qualquer tipo de incidente, sem qualquer tipo de ameaça, porque as minas também não são a única maneira pela qual o regime iraniano consegue ameaçar os navios”, diz.


Segundo o analista, a guerra entre Rússia e Ucrânia ensinou ao mundo que um país não precisa necessariamente ter uma força naval tradicional muito poderosa para conseguir atingir a força naval de outro país.

“Basta a gente lembrar que a Ucrânia, com uma força muito menor do que a Rússia, conseguiu danificar navios muito importantes que eram vistos como grandes símbolos da marinha russa apenas com drones marítimos a um custo muito mais baixo”, explica.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.