Romena tem convulsões só durante a menstruação, e médicos suspeitam de endometriose no cérebro
Condição rara acontece quando um tecido semelhante ao revestimento interno do útero aparece no cérebro
Internacional|Do R7
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Um artigo publicado na revista Journal of Clinical Medicine relata um caso de endometriose no cérebro investigado na Romênia. A condição é considerada extremamente rara e acontece quando um tecido semelhante ao revestimento interno do útero aparece no cérebro.
A paciente em questão é uma mulher de 48 anos que começou a ter convulsões aos 41. O que chamou atenção dos médicos foi que as crises aconteciam somente durante a menstruação e eram associadas à perda de memória de curto prazo.
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Durante investigações, exames identificaram uma lesão no hipocampo direito da mulher, uma região do cérebro associada à memória e à atividade epiléptica. Os médicos chegaram a considerar uma infecção ou tumor, mas, ao observar que os episódios só aconteciam durante a menstruação, passaram a suspeitar de endometriose no cérebro.
Após a suspeita, a paciente, que não tinha sintomas comuns de endometriose, como cólicas intensas, substituiu a terapia antipiléptica por um tratamento hormonal com progestágenos. O resultado foi o sumiço dos sintomas neurológicos. Exames posteriores mostraram que a lesão cerebral também havia diminuído bastante ou praticamente desaparecido.
Vale destacar que o diagnóstico não foi confirmado histologicamente, pois a biópsia da lesão hipocampal foi considerada de alto risco. Mesmo assim, como os sintomas melhoraram com o tratamento, acredita-se que se tratava de um caso de endometriose cerebral.
Para especialistas, o caso mostra a importância de considerar essa condição mesmo quando não há sintomas de endometriose pélvica. Embora a endometriose no cérebro seja extremamente rara, com apenas oito relatos de caso, é importante investigar mulheres em idade reprodutiva ou perimenopáusica para receberem o tratamento correto.
“Este caso destaca a importância de considerar a endometriose cerebral em mulheres em idade reprodutiva ou perimenopáusica que apresentam epilepsia catamenial e lesões intracranianas inexplicáveis, mesmo na ausência de sintomas de endometriose pélvica”, diz um trecho do artigo.
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