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R.Unido alerta que provas de armas químicas na Síria podem estar degradadas

Internacional|Do R7

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Washington, 2 mai (EFE).- O ministro da Defesa do Reino Unido, Philip Hammond, advertiu nesta quinta-feira que é possível que as provas que os Estados Unidos e seus aliados dispõem sobre o suposto uso de armas químicas por parte do regime de Bashar al Assad podem ter se degradado demais para servir como evidencia demonstrável. "Não é preciso ser um especialista técnico para saber que, após qualquer uso de um agente químico, haverá uma degradação ao longo do tempo das provas que possam ser reunidas", disse Hammond em entrevista coletiva depois de se reunir em Washington com o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel. "Do ponto de vista de construir uma cadeia de custódia dessas provas, claramente quanto mais tempo tenha passado entre o uso desse tipo de agentes e o momento em que se adquire uma amostra, menos sólida será essa cadeia de custódia", continuou. Hammond sugeriu, portanto, que provavelmente seria necessário um novo uso de armas químicas para ter provas claras do mesmo em termos legais. "Não é que necessariamente seja necessário (um novo ataque), mas claramente, se houvesse um uso futuro de agentes químicos, isso geraria novas oportunidades para que estabeleçamos uma evidência clara de seu uso, para chegar a um padrão legal de provas", indicou. Hagel reconheceu na semana passada que os serviços de inteligência americanos concluíram, com "diversos graus de confiança", que o regime de Assad usou armas químicas, especialmente gás sarin. No entanto, as autoridades não detalharam quando obtiveram essas provas nem deram mais detalhes a esse respeito. O secretário de Defesa americano concordou com o expressado por seu colega e ressaltou que "há um assunto legal relacionado com tudo isto, e por isso as provas são tão sumamente importantes". Hammond indicou que a intenção expressada por vários países ocidentais de "estabelecer provas sobre a natureza e calibre" do suposto uso de armas químicas envia "uma clara mensagem" ao regime de Assad, e confiou que essa mensagem "tenha um efeito dissuasório". O presidente dos EUA, Barack Obama, assinalou há meses o possível uso de armas químicas como uma "linha vermelha" que o faria reconsiderar a opção militar na Síria, embora nesta terça-feira tenha assegurado que esperará ter à mão "os fatos" precisos a esse respeito antes de tomar uma decisão. Hagel reconheceu hoje, no entanto, que os EUA estão reconsiderando sua oposição a proporcionar armamento aos rebeldes que combatem o regime. EFE llb/rsd

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