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Rússia acusa mãe americana de matar seu filho adotivo russo

Internacional|Do R7

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Uma criança russa de três anos foi morta pela mãe adotiva nos Estados Unidos, declarou nesta segunda-feira o delegado do Kremlin para os direitos da criança, Pavel Astakhov. O assassinato é o mais novo escândalo russo-americano após a proibição adota para a adoçao de crianças russas por americanos.

"Uma criança russa de três anos foi morta pela mãe adotiva no estado do Texas", escreveu Astakhov em sua página no microblog Twitter.

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"Segundo as investigações, Maxime, de 3 anos, foi espancado pela mãe adotiva, que lhe deu fortes substâncias entorpecentes durante um longo período", disse o representante do governo russo.

"O menino morreu antes que a ambulância chamada pela mãe chegasse. A necropsia mostrou que ele tinha vários ferimentos", segundo a mesma fonte.

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"O assassinato aconteceu no final de janeiro. A embaixada russa tomou conhecimento apesar de não ter havido qualquer reação oficial do departamento de Estado", lamentou Astakhov.

A Rússia acusou, por diversas vezes, os americanos de maltratarem suas crianças.

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A lei russa proibindo adoções por americanos entrou em vigor em 1º de janeiro. Ela é uma resposta à "lista Magnitski", lei promulgada pelo presidente norte-americano Barack Obama proibindo especialmente a entrada nos Estados Unidos dos responsáveis russos envolvidos na morte do advogado Sergueï Magnitski - morto na prisão em 2009 - e em outros casos de violação dos direitos humanos.

A lei contra as adoções leva o nome de Dima Iakovlev, criança russa adotada nos Estados Unidos em 2008 que morreu após ter sido esquecida pelo pai dentro do carro.

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Esta lei, uma das medidas mais hostis tomadas por Moscou contra os Estados Unidos desde a guerra fria, foi duramente criticada por diversas ONGs russas e internacionais.

neo/lap/bbc

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