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Rússia e Ucrânia não chegam a acordo para solucionar disputa sobre o gás

Os negociadores ucranianos e russos acordaram voltar a reunir-se nas próximas horas

Internacional|Do R7, com Agência Brasil

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A Rússia e Ucrânia não chegaram a um acordo para solucionar o preço do gás e o pagamento ucraniano pelas exportações de combustível russo, anunciaram nesta terça-feira (10) os ministros da Energia de ambos os países.

“Infelizmente não conseguimos chegar a um acordo. Não encontramos uma solução sobre o preço e o mecanismo de pagamento. Infelizmente não demos nenhum passo e estamos no mesmo ponto em que estávamos em 2 de junho”, disse o ministro da Energia ucraniano, Yuri Prodan, no final de uma reunião em Bruxelas, na Bélgica. 

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Yuri Prodon informou que mantém o acordo efetuado no começo do mês para chegar a uma solução quanto ao preço e ao pagamento da dívida. “ A posição russa sobre o preço do gás mudou”, observou.

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“Moscou propôs um mecanismo de fixação do preço que implica em redução baseada em uma baixa das exportações”, explicou.

Do lado ucraniano, disse, as autoridades governamentais "não aceitaram o mecanismo" para a fixação do preço. “Nós queremos chegar a um acordo sobre o preço baseado no mercado”, disse Prodan.

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O ministro ucraniano explicou que a Comissão Europeia fez algumas propostas que vão ser levadas em conta. Segundo ele, a "boa notícia" é que “as negociações vão continuar”.

Os negociadores ucranianos e russos acordaram voltar a reunir-se nas próximas horas.

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“Se não chegarmos a um acordo, as relações entre a Ucrânia e a Rússia serão tratadas no Tribunal de Arbitragem de Estocolmo”, disse Prodan.

O ministro russo da Energia, Aleksandr Novak, por outro lado, insistiu que a Ucrânia deve pagar US$ 1.451 milhões antes que acabem estas negociações — montante que corresponde à importação do gás russo por Kiev entre dezembro e novembro de 2013.

“A posição russa se manteve sem alterações”, disse o ministro, apesar de os negociadores ucranianos terem proposto um acordo que previa os pagamentos pendentes relacionados aos dois últimos meses do ano passado.

Novak informou também que a Ucrânia deve à Rússia outros US$ 500 milhões pelo gás recebido entre abril e maio deste ano.

“Pela primeira vez nas nossas consultas abordamos a questão relacionada aos preços do gás no futuro [junho, julho e agosto]”, enfatizou Novak.

O ministro russo confirmou que Moscou continua comprometido com os acordos firmados e que o plano proposto hoje poderia e deveria ser aceito por todas as partes. 

O comissário europeu da Energia, Günther Oettinger, disse que as partes se comprometeram evitar erros que dificultam as negociações e realçou que vão continuar a negociar, apesar de "algumas posições diferentes". Esta foi a quinta reunião ministerial que os dois países realizaram sobre o gás.

A União Europeia é um dos interessados na resolução entre a Ucrânia e a Rússia, porque 39% do gás que a comunidade europeia consome vêm da Rússia. A grande parte passa pela Ucrânia.

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