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Saiba quem é o estrategista de Milei e aliado de Eduardo Bolsonaro preso na Bolívia

Dono de um canal e portal de direita, Fernando Cerimedo se aproximou do clã Bolsonaro durante campanha presidencial de 2022

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fernando Cerimedo, influenciador argentino, foi preso na Bolívia por suspeita de envolvimento em um ataque a tiros contra sua ex-esposa.
  • Cerimedo é aliado do presidente argentino Javier Milei e do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, e foi investigado no Brasil por divulgar informações falsas sobre o sistema de votação eletrônico.
  • Ele foi detido no Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, enquanto tentava embarcar para a Argentina.
  • A PGR decidiu não denunciar Cerimedo, pois não foi comprovado que ele agiu com conhecimento e adesão ao projeto de golpe contra as instituições brasileiras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fernando Cerimedo foi detido por suspeita de estar envolvido em um ataque a tiros contra a ex-esposa Agustin Marcarian/Reuters – 04.12.2024

Preso por suspeita de envolvimento em um ataque a tiros contra a ex-esposa, o influenciador argentino Fernando Cerimedo é um antigo aliado do presidente da Argentina, Javier Milei, e do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL).

Cerimedo entrou na mira do Ministério Público e da Justiça brasileira após fazer transmissões ao vivo, em 2022, com informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação do Brasil. Ele foi preso nesta terça-feira (18), no Aeroporto Internacional Viru Viru, a cerca de 17 km do centro de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

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Cerimedo foi detido por agentes da Felcc (Força Especial de Combate ao Crime) no terminal do aeroporto, quando se preparava para embarcar em um voo para a Argentina.

Dono de um canal e portal de direita, Cerimedo se aproximou do clã Bolsonaro durante a campanha presidencial passada. Após o segundo turno das eleições presidenciais, fez uma transmissão ao vivo para apresentar um suposto relatório que colocava dúvida as urnas eletrônicas brasileiras.

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A tese, amplamente refutada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), serviu como combustível para a mobilização do bolsonarismo contra o resultado do pleito. O caso levou a PF (Polícia Federal) a indiciá-lo no âmbito dos inquéritos que investigaram a tentativa de golpe de Estado.

Para os investigadores, o argentino teria integrado o chamado “Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral”, usado pela organização criminosa para propagar conteúdos sem sustentação técnica, com objetivo de desacreditar as instituições brasileiras.

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A PGR (Procuradoria-Geral da República) decidiu, no entanto, não denunciar Cerimedo.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet argumentou que, embora comprovada a divulgação de informações infundadas pelo estrategista político, as apurações não conseguiram demonstrar se ele agiu com conhecimento e adesão ao projeto de golpe.

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