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Salvadorenhos decidem em votação se ratificam esquerdista para presidente

Internacional|Do R7

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Por Noe Torres e Nelson Rentería

SAN SALVADOR, 9 Mar (Reuters) - Os salvadorenhos estão votando neste domingo para eleger seu próximo presidente, no segundo turno de uma eleição em que o candidato da esquerda que está no governo, Salvador Sánchez Cerén, tem uma cômoda vantagem nas preferências contra seu oponente de direita.


No primeiro turno das eleições, em fevereiro, o ex-comandante guerrilheiro Sanchez Cerén, da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN) do partido do governo, obteve quase 10 pontos a mais que seu rival, mas não conseguiu alcançar a maioria absoluta para evitar o segundo turno.

Com o segundo lugar, o conservador Norman Quijano, da Aliança Republicana Nacionalista (Arena), foi obrigado a mudar seu discurso duro contra a violência das gangues, por um tom conciliatório, procurando atrair os eleitores mais moderados.


A região de Santa Ana, produtora de café e localizada perto da fronteira com a Guatemala, tornou-se um reduto importante do antigo movimento de guerrilha que, desde que tomou posse, em 2009, implementou uma série de programas sociais que o ajudaram a ganhar a simpatia da população.

Desde sua chegada à presidência em 2009, o ex-participante de movimento guerrilheiro implementou uma série de programas sociais que tem ajudado a ganhar simpatia.


"Espero que San Salvador ganhe pelos benefícios que temos recebido como material escolar ou o subsídio do gás. Eu tenho dois filhos e esperamos que estes programas continuem pelos próximos cinco anos", disse Daisy Guerrero, uma empregada de 23 anos, ao chegar ao maior cento de votação do país.

De acordo com estimativas oficiais, com os programas de apoio às classes trabalhadoras do país, cuja economia depende de remessas enviadas pelos EUA, o governo reduziu a pobreza de cerca de 40 por cento, em 2009, para 29 por cento, em 2013.


De acordo com as pesquisas o candidato do governo tem 12 pontos de vantagem sobre o candidato da direita. Ele assistiu a uma missa antes de votar acompanhado por familiares e observadores internacionais, entre os quais o ex-presidente hondurenho Manuel Zelaia, derrubado por um golpe militar.

Os direitistas temem que o FMLN, devido à sua proximidade com o governo venezuelano, tente imitar o projeto do país petrolífero, afugentando os incipientes investimentos estrangeiros, o que tem sido fortemente negado pelos líderes do partido no poder.

"Me preocupo por meu trabalho, sinto que meu trabalho está em risco", disse Cecília Morales, mão de três filhos e que trabalha em uma fábrica processadora de leite, enquanto esperava pelo ônibus na capital. Ela disse que seu voto é para Quijano.

Quijano, que ganhou partidários pelo seu trabalho como prefeito da capital, nunca escondeu sua admiração pelos questionados dirigentes da ultradireita, o que lhe rendeu a rejeição de salvadorenhos, que ainda sofrem com as feridas da sangrenta guerra civil (1980 - 1992) que deixou 75 mil mortos.

Na eleição deste domingo, 4,9 milhões de eleitores estão habilitados.

(Reportagem adicional Michela O'Boyle)

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