Se Putin terminar a guerra agora, ele corre o risco de ser derrubado e morto, avalia especialista
Donald Trump afirmou que fim do conflito na Ucrânia está próximo; professor de relações internacionais analisa cenário
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Antes da sua viagem para a cúpula da Otan na Turquia, o presidente Donald Trump afirmou que uma solução para a guerra na Ucrânia está mais próxima do que as pessoas imaginam. Apesar de o líder norte-americano não apresentar nenhuma razão para a declaração, o governante Volodymyr Zelensky enfatizou que os EUA estão encarando o conflito por uma nova perspectiva, ao contrário do Kremlin, que acredita que a posição estadunidense permanece inalterada.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin analisou a situação no Leste Europeu. Ele explicou que, se a Ucrânia conseguir continuar alvejando a Crimeia, pode gerar um contratempo estratégico para Vladimir Putin, já que a região atacada pelos ucranianos é fundamental para o controle russo no Mar Negro.
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Brustolin também apontou os riscos de o presidente russo ceder neste momento. “O Putin não pode parar a guerra como ela está agora, porque, se ele fizer isso, haverá uma cobrança contra ele [...] Ele corre o risco de ser derrubado e, se ele for derrubado, corre o risco de ser morto dentro da Rússia”, enfatizou o especialista.
EUA x Irã
Paralelamente, Trump se mostrou confiante em relação ao encerramento da guerra no Oriente Médio. Segundo ele, os Estados Unidos irão chegar a um acordo definitivo com o Irã.
As negociações indiretas entre os países terminaram na semana passada sem progressos para uma paz duradoura. E, apesar de o cessar-fogo de 60 dias permanecer em vigor, o presidente norte-americano renovou as ameaças de ação militar em território iraniano, afirmando que ou um acordo é firmado ou os Estados Unidos terminariam o trabalho que começaram.
A partir da declaração, Vitelio Brustolin comentou que a diplomacia de Trump consiste em “negociar com um porrete”, ou seja, na base das ameaças. Porém, ele acrescentou que a estratégia inicial do líder norte-americano sobre o conflito no Oriente Médio não envolvia um desenvolvimento prolongado da guerra, pelo contrário: “O que o Trump queria era que a população se insurgisse quando os ataques começassem e derrubasse o regime”, disse. Na prática, isso não aconteceu.
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