Por que o Japão registra tantos terremotos? Entenda
País foi atingido por terremoto de magnitude 7,1 nesta terça-feira (28)
Internacional|Do R7
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O forte terremoto que atingiu o sul do Japão nesta terça-feira (28), com magnitude preliminar de 7,1, voltou a chamar a atenção para uma realidade conhecida pelos japoneses: o país está entre os locais de maior atividade sísmica do planeta. Em alguns casos, os fenômenos podem provocar grandes destruições e tsunamis.
A principal explicação está na localização geográfica do arquipélago. O Japão fica sobre uma das regiões mais instáveis da crosta terrestre, o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma extensa faixa que concentra cerca de 75% dos vulcões ativos do mundo e a maior parte dos terremotos registrados no planeta.
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Nessa região, várias placas tectônicas se encontram e estão em constante movimento. Ao redor do Japão, a placa do Pacífico desliza lentamente por baixo de outras placas menores em um processo conhecido como subducção. Esse atrito faz com que enormes quantidades de energia se acumulem ao longo dos anos.
Na maior parte do tempo, as placas se movimentam de forma lenta, provocando apenas pequenos tremores, muitas vezes imperceptíveis. Em outros casos, porém, elas ficam presas umas às outras. Quando a pressão acumulada supera a resistência das rochas, ocorre uma ruptura brusca que libera energia em forma de ondas sísmicas, originando terremotos que podem atingir grandes magnitudes.
É justamente esse mecanismo que explica por que o Japão registra milhares de tremores todos os anos. Embora a maioria seja de baixa intensidade, o país também está sujeito a terremotos muito fortes, superiores à magnitude 8, considerados alguns dos mais poderosos do mundo.
As zonas de subducção também favorecem a formação de fossas oceânicas profundas. Quando um terremoto ocorre no fundo do mar e desloca grandes volumes de água, há o risco de formação de tsunamis, razão pela qual os alertas costumam ser emitidos rapidamente após tremores de grande intensidade próximos ao litoral.
Ao longo das últimas décadas, o Japão investiu pesadamente em prevenção para reduzir os impactos desses fenômenos naturais. O país possui um dos sistemas de monitoramento sísmico mais avançados do mundo, com milhares de sensores espalhados pelo território, além de rigorosos padrões de construção, sistemas de alerta precoce e treinamentos frequentes para a população.
Mesmo com toda essa preparação, a localização geológica do arquipélago faz com que terremotos continuem sendo inevitáveis. Para os cientistas, a intensa atividade sísmica faz parte da dinâmica natural das placas tectônicas que moldam a região há milhões de anos e continuarão em movimento.
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