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Veto às carnes: governo não descarta ofensiva ‘diplomática, comercial e jurídica’ contra a UE

Itamaraty considera acionar a OMC e o Acordo Mercosul-UE caso as negociações não avancem até 3 de setembro

Internacional|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil pode recorrer a medidas diplomáticas, comerciais e jurídicas contra a União Europeia caso o embargo às carnes brasileiras não seja revertido até 3 de setembro de 2026.
  • O Itamaraty considera acionar a OMC e o Acordo Mercosul-UE para resolver a disputa com a União Europeia.
  • A decisão da UE de restringir as importações afeta bovinos, equídeos, aves, produtos da aquicultura, mel e tripas.
  • O ministro Mauro Vieira e o Itamaraty estão em negociações com o comissário de Comércio da UE, argumentando a qualidade e segurança dos produtos brasileiros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro defende qualidade e segurança sanitária da pecuária do Brasil diante da UE Paulo Whitaker/Reuters - Arquivo

O Brasil não descarta recorrer a retaliações comerciais, ações diplomáticas e contestações jurídicas caso a União Europeia não reverta o embargo às carnes brasileiras até 3 de setembro, a data-limite fixada para buscar uma solução negociada com o bloco europeu.

“Caso a decisão comunitária não seja revertida até 3 de setembro de 2026, o governo brasileiro não descarta adotar medidas diplomáticas, comerciais e jurídicas para contestar e reverter a decisão da União Europeia”, afirmou o Itamaraty.


A informação foi revelada em um documento oficial enviado pelo ministro Mauro Vieira à Câmara dos Deputados, ao qual o R7 teve acesso com exclusividade. Trata-se de uma resposta a um requerimento apresentado pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR).

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Além disso, o MRE (Ministério das Relações Exteriores) deixou claro que o Brasil pode acionar a OMC (Organização Mundial do Comércio) e usar o próprio acordo Mercosul-UE para resolver a disputa.


“As medidas jurídicas dependerão do avanço das negociações com a UE para reverter a decisão de fechamento de mercado”, afirma o ministro.

Veto a produtos brasileiros de origem animal

Em junho, a UE determinou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar essas categorias de produtos ao bloco. Em maio, os europeus já haviam anunciado a medida e solicitado garantias adicionais do governo brasileiro sobre o cumprimento das regras que restringem o uso de determinados antimicrobianos, como antibióticos, na pecuária.


A decisão atinge bovinos, equídeos (cavalos), aves, produtos da aquicultura, mel e tripas.

Desde o anúncio da restrição, o ministro Mauro Vieira e interlocutores do Itamaraty vêm mantendo conversas diretas com o comissário de Comércio da União Europeia, Maroš Šefčovič, argumentando que os produtos brasileiros têm qualidade e a segurança sanitária adequada.


*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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