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Secretário de Trump diz que EUA não têm interesse em controlar Islândia

Ilha demonstrou preocupação após uma postagem de Trump insinuar possível domínio americano

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os EUA não têm pretensões sobre a Islândia, mas compartilham preocupações sobre a segurança no Ártico.
  • Rubio se reuniu com a secretária de Relações Exteriores da Islândia para reforçar laços militares e comerciais, destacando o respeito dos EUA pelo país.
  • A Islândia expressou preocupações após um mapa nas redes sociais sugerir anexação, mas as tensões foram aliviadas após conversas diplomáticas.
  • Rubio destacou a importância da diplomacia e busca fortalecer cooperação em segurança, comércio e energia durante sua visita a países da Otan.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rubio se reuniu com a secretária de Relações Exteriores da Islândia nesta terça-feira (6) Mark Schiefelbein/Pool via Reuters - 06.10.2026

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tranquilizou a Islândia nesta terça-feira (6), afirmando que o governo do presidente norte-americano Donald Trump não tem pretensões sobre a ilha, mas compartilha as preocupações do aliado da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) com a segurança no Ártico, em meio à escalada de tensões entre EUA e Rússia no extremo norte e em outras frentes.

Rubio abriu em Reykjavik uma viagem por três países membros da Otan — que incluirá Grécia e Portugal — e aproveitou a passagem para exaltar o papel da diplomacia na solução de conflitos.

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A visita ocorre num momento em que a postura frequentemente dura do governo republicano em relação a parceiros tradicionais tem causado desconforto.

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Rubio se reuniu nesta terça com a secretária de Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Katrín Gunnarsdóttir, na Hofdi House, local da cúpula de 1986 entre o presidente americano Ronald Reagan e o líder soviético Mikhail Gorbachev, considerada um marco no processo que levou ao fim da Guerra Fria.

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“A casa simboliza o papel da diplomacia em encerrar a Guerra Fria e derrotar o comunismo”, escreveu Rubio nas redes sociais após o encontro.

Apesar de divergências recentes, Rubio e Gunnarsdóttir minimizaram diferenças e afirmaram que os dois países pretendem aprofundar laços militares e comerciais.

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Rubio ressaltou que os EUA não tomariam nenhuma iniciativa na Islândia sem o consentimento do país e lembrou que Washington manteve uma presença militar permanente ali até 2006, quando fechou a base de Keflavik, nos arredores de Reykjavik. Segundo ele, as prioridades estratégicas mudaram novamente.

O secretário também elogiou a Islândia, dizendo que os EUA têm “enorme respeito” pelo país e por seu papel ao longo do tempo.

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A Islândia vinha demonstrando inquietação com as intenções de Trump desde que circulou nas redes sociais um mapa com as cores da bandeira dos EUA cobrindo toda a América do Norte e se estendendo até a Islândia e a Groenlândia.

O desconforto persistiu apesar de um acordo fechado no mês passado para ampliar a presença americana na Groenlândia, território dinamarquês vizinho, o que parece ter encerrado uma exigência anterior de Trump para que os EUA assumissem controle total da região.

Nesta terça-feira, porém, após conversas de Rubio com Gunnarsdóttir e com a primeira-ministra islandesa, Kristrún Frostadóttir, o clima pareceu melhorar.

Gunnarsdóttir afirmou que o assunto foi, em grande parte, se não totalmente, resolvido.

Rubio, por sua vez, disse que não estava na Islândia para comentar postagens em redes sociais e avaliou que “tudo é muito positivo”.

Antes de deixar Washington na segunda-feira (5), Rubio disse que a visita buscava “avançar prioridades compartilhadas”, como um Ártico seguro, laços comerciais e de energia mais fortes e cooperação de defesa mais estreita.

O episódio do mapa, no entanto, levou Gunnarsdóttir a convocar o embaixador dos EUA no país, Billy Long, para uma reunião em que deixou claro que a postagem era inaceitável.

Long, ex-deputado do Missouri, ex-comissário da Receita Federal dos EUA e leiloeiro profissional, também gerou controvérsia local.

Antes de assumir o posto, em agosto, milhares de islandeses assinaram uma petição pedindo que a primeira-ministra rejeitasse sua indicação, depois que ele sugeriu, em tom de brincadeira, que a Islândia poderia se tornar o 52º Estado americano, com ele como governador. Long se desculpou pela piada.

Na próxima parada da viagem, em Atenas, Rubio pode enfrentar outra controvérsia envolvendo embaixadores.

O deputado democrata Gregory Meeks, de Nova York, disse na semana passada que investigará acusações de má conduta envolvendo a embaixadora dos EUA na Grécia, Kimberly Guilfoyle, após alegações publicadas pelo The Wall Street Journal.

Guilfoyle negou irregularidades, e Rubio já a defendeu, afirmando que ela tem apoiado a agenda do presidente na Grécia e na Europa, especialmente em temas de energia.

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