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Sem comunicado conjunto e sem foto oficial: reunião de ministros do G20 termina em impasse

Alguns países já haviam expressado preocupação com o fato de os EUA terem convidado a Rússia

Estadão Conteúdo

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Reunião do G-20 termina sem consenso devido a divergências sobre a guerra Rússia-Ucrânia.
  • Foto oficial foi cancelada após oposição à participação do ministro russo Sergey Lavrov.
  • Declaração do presidente será feita, em vez de comunicado conjunto, devido a divergências.
  • Discussões incluíram questões de segurança global, tarifas e liberdade de navegação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, fala durante encontro do G20 em Atlanta REUTERS/Megan Varner/Pool — 30.10.2026

Os principais diplomatas do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, encerram dois dias de negociações em Atlanta neste sábado (31), sem chegar a um consenso sobre diversas questões críticas de segurança global após divergências, principalmente sobre a guerra da Rússia com a Ucrânia, terem ofuscado o início do encontro.

Como consequência, o grupo não divulgará um comunicado conjunto, mas sim uma declaração do presidente resumindo as negociações. O documento deverá ser divulgado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ao término do encontro, de acordo com diplomatas presentes.

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Rubio, que iniciou as negociações com um apelo à unidade, cancelou na sexta-feira (30) a tradicional foto de grupo dos ministros das Relações Exteriores, depois que diplomatas europeus se opuseram à inclusão do ministro russo, Sergey Lavrov, e ameaçaram boicotar ou abandonar a foto que costuma dar início a esses encontros.

O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, que representava seu país pela primeira vez como convidado em uma reunião do G20, disse na sexta-feira que não ficou surpreso com a falta de consenso.

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“Temos guerras em curso, e temos participantes nessas guerras à mesa de negociações, por isso é muito difícil chegar a um consenso”, disse ele aos jornalistas.

Outros participantes das reuniões, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a discutir as conversas feitas a portas fechadas, disseram que todos concordaram em tentar superar suas diferenças, apesar das grandes dificuldades, e em trabalhar para que a cúpula de líderes do G20 do próximo mês, organizada pelo presidente Donald Trump na Flórida, seja um sucesso.

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Esses diplomatas disseram que uma declaração do presidente já estava planejada há muito tempo devido às profundas divergências entre os participantes, incluindo as relacionadas ao conflito entre Rússia e Ucrânia, à guerra entre EUA e Israel contra o Irã, às tarifas americanas e aos movimentos chineses no Mar da China Meridional. Todos esses fatores contribuíram para o aumento do custo global do combustível, bem como para a incerteza em relação ao comércio.

Eles descreveram a sessão de abertura como cordial, mas afirmaram que a posição da Rússia em relação à Ucrânia é inflexível — assim como sua oposição à adesão da Polônia ao G20. E disseram que as divergências também incluem a decisão do governo Trump de não convidar a África do Sul, membro do G20.

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Presença da Rússia na reunião irrita os europeus

Alguns países do G20 já haviam expressado preocupação com o fato de os EUA terem convidado a Rússia durante a intensificação dos ataques contra a Ucrânia, especialmente depois que Trump levou as relações com a Ucrânia a novos patamares de tensão ao suspender novas sanções contra Moscou e limitar temporariamente a assistência logística e de inteligência.

No entanto, o Departamento de Estado anunciou na sexta-feira que aprovou uma proposta de venda de interceptadores de defesa aérea Patriot para a Ucrânia, no valor de US$ 2,1 bilhões.

Lavrov afirmou que Moscou não permitirá uma situação em que a Ucrânia represente uma “ameaça militar aos legítimos interesses de segurança da Federação Russa”.

Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022, e sanções severas foram impostas a Moscou, Lavrov tem viajado apenas esporadicamente para países membros da Otan. Além disso, não se sabe se o presidente russo, Vladimir Putin, aceitará o convite de Trump para participar da cúpula de líderes do G20 em seu clube de golfe em Miami.

Guerra com o Irã paira sobre o evento

Os Estados Unidos afirmaram que uma das principais prioridades da reunião é a resolução de divergências sobre questões relacionadas à liberdade de navegação, particularmente no Estreito de Ormuz, no Mar Vermelho, no Mar Negro e no Mar da China Meridional. O tema incluirá discussões sobre o Irã, a Rússia-Ucrânia e a China e seus vizinhos menores.

Mas paira sobre a reunião a perspectiva de uma nova intervenção militar dos EUA no Irã, o que deixou a região, incluindo a Arábia Saudita, membro do G20, em alerta. Rubio se reuniu em paralelo com seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, bem como com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, cujo país tem sido um mediador fundamental.

A Associated Press noticiou que autoridades americanas alertaram diversos países do Oriente Médio e aliados regionais para que se preparem para possíveis novos ataques militares contra o Irã após as eleições de meio de mandato de terça-feira (3), bem como para a possibilidade de retaliação iraniana.

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