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Senado do Paraguai aprova entrada da Venezuela no Mercosul

Internacional|Do R7

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ASSUNÇÃO, 10 Dez (Reuters) - O Senado paraguaio aprovou nesta terça-feira a adesão da Venezuela ao Mercosul, o que abre caminho para que o país volte com plenos direitos ao bloco regional do qual foi suspenso no ano passado.

O Paraguai não participa das reunião do bloco aduaneiro, embora a sanção tenha sido retirada em agosto quando o conservador Horacio Cartes assumiu a Presidência.

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Cartes não aceitou reintegrar o país plenamente até que se resolva o que chamou de "problema jurídico" causado pelo ingresso da Venezuela sem a aprovação do Congresso paraguaio.

A aprovação, que deve ser ratificada pela Câmara dos Deputados, era dada como certa desde a semana passada, quando o governo enviou o protocolo de adesão ao Senado.

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"O governo está restabelecendo todas as relações internacionais. É o momento de entender que o Paraguai precisa se reintegrar ao Mercosul e poder negociar com os blocos", disse o senador do governista Partido Colorado, Enrique Bachetta.

O governo tem mais da metade dos deputados e, por isso, não deve ter dificuldade para completar o processo antes do recesso de verão, no fim deste mês.

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Cartes dedicou seus primeiros meses de governo para recompor as relações bilaterais com os países da região, em especial com seus sócios do Mercosul: Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela.

Os países retiraram seus embaixadores no Paraguai em resposta ao rápido julgamento político que destituiu o presidente Fernando Lugo, a pouco mais de um ano do fim de seu mandato.

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O Senado paraguaio rejeitou a adesão em meados de 2012 depois de questionar a situação política na Venezuela e de seu então presidente Hugo Chávez.

"O que estamos tentando é o nosso retorno ao Mercosul e o que devemos discutir é que tipo de Mercosul queremos. Vamos estar dentro de um Mercosul onde a razão política prevalece sobre a jurídica. E isso não convém a um país pequeno", disse a senadora opositora Desiree Masi no plenário.

A suspensão manteve o país, que tem a menor economia do grupo, à margem das reuniões e decisões políticas, mas não foi alvo de sanções econômicas.

(Reportagem de Mariel Cristaldo)

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