Soldado americano morre em atentado na capital do Afeganistão
Militar romeno também está entre os mortos após o ataque realizado com uma van carregada de explosivos, onde outras 42 pessoas ficaram feridas
Internacional|Da EFE

Um soldado americano que fazia parte da coalizão internacional é uma das 12 vítimas do atentado ocorrido nesta quinta-feira (5) em Cabul, capital do Afeganistão, reivindicado pelos talibãs.
Além dele, um militar romeno também está entre os mortos após o ataque realizado com uma van carregada de explosivos, onde outras 42 pessoas ficaram feridas.
"Ambos morreram no ataque em Cabul", confirmou à Agência Efe, um porta-voz do departamento de comunicação da missão "Apoio Decidido" da Otan no país asiático.
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O ataque, que aconteceu no meio do processo de negociação entre os Estados Unidos e talibãs, causou a morte de dez civis assim como do suicida, de acordo com informações do Ministério do Interior afegão.
O atentado ocorreu por volta das 10h10 (horário local, 2h40 de Brasília), na região de Sash Darak, no leste de Cabul.
Nesta zona de alta segurança estão instalados vários escritórios governamentais, entre elas um quartel-general da principal agência de inteligência afegã, o Diretório Nacional de Segurança (NDS, sigla em inglês) em Cabul.
Os talibãs reivindicaram a autoria do ataque "contra um posto de controle do Diretório Nacional de Segurança".
Através de um comunicado, o presidente afegão, Ashraf Ghani, condenou o "covarde ataque contra civis" por parte dos talibãs, que "reivindicaram descaradamente a responsabilidade enquanto comemoravam a perda de vidas inocentes".
Este é o segundo ataque de relevância em Cabul nesta semana, após o realizado na última segunda-feira com a explosão de um trator próximo a um complexo residencial onde costumam-se alojar estrangeiros, deixando 21 mortos e 119 feridos.
O primeiro atentado da semana ocorreu no mesmo dia em que o representante especial dos Estados Unidos para a Paz, Zalmay Khalilzad, apresentou ao governo de Cabul o projeto de acordo com os talibãs, após vários meses de negociações no Catar.
O governo afegão expressou ontem sua preocupação com as "consequências desagradáveis" que esse acordo poderia desencadear, depois de examinar uma minuta do pacto entre as duas partes que prevê a retirada de 5 mil soldados americanos.











