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Sudão do Sul vai negociar com rebeldes "imediata e incondicionalmente"

Internacional|Do R7

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Cairo, 22 dez (EFE).- O governo do Sudão do Sul aceitou negociar com os rebeldes "de forma imediata e incondicional" para pôr fim ao conflito que vive o país desde 15 de dezembro, disse hoje o ministro das Relações Exteriores sul-sudanês, Barnaba Marial Benjamin à Agência Efe. Os mediadores africanos serão os responsáveis por marcar a data e o lugar das negociações, embora o ministro tenha afirmado que "provavelmente o encontro acontecerá na próxima semana". Por outro lado, Marial Benjamin afirmou que as autoridades controlam todas as jazidas e instalações petrolíferas do Sudão do Sul, e insistiu que estão em perfeito estado, apesar dos conflitos dos últimos dias em torno de alguns campos petrolíferos. No entanto, ele reconheceu que as forças rebeldes tomaram Bentiu, a capital de Unidad, limite com o Sudão, onde estão as principais jazidas petroleiras do Sudão do Sul. Estas palavras contradizem as declarações do embaixador do Sudão do Sul em Cartum, Mayan Dot, que reconheceu hoje que os rebeldes tomaram o controle do estado de Juncáli e de Unidad, após intensos combates contra as forças governamentais. Desde a tentativa de golpe de domingo passado, o Sudão do Sul é cenário de combates e de uma escalada da violência étnica que causou centenas de mortes. Para tentar evitar que esta crise gere em uma guerra civil, vários países africanos - Etiópia, Quênia, Uganda, Sudão, Somália e Djibouti - estão intermediando. Além disso, os Estados Unidos enviarão o embaixador Donald Booth. O jovem país enfrenta o maior desafio desde seu nascimento em julho de 2011, após tonar-se independente do Sudão, com um futuro incerto devido à brecha aberta entre os dois bandos. EFE ms-ir/cdr

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