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Suspeita de peste negra coloca quase duzentas pessoas sob quarentena na Rússia

Todas as pessoas que tiveram contato com a vítima fatal foram hospitalizadas e monitoradas para avaliação preventiva de contágio

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Quase 200 pessoas foram hospitalizadas na Rússia após suspeita de exposição à peste, após a morte de uma pesquisadora de 27 anos.
  • A jovem, que trabalhava em um instituto especializado em peste, morreu da forma pulmonar da doença, altamente contagiosa.
  • Autoridades russas estão investigando as causas do contágio, considerando hipóteses de viagem a áreas endêmicas ou acidente laboratorial.
  • A situação levou à quarentena do hospital envolvido e à convocação de uma reunião emergencial de saúde pública na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Embora seja considerada rara, a peste ainda não foi completamente erradicada e tem alta taxa de mortalidade sem tratamento adequado
Embora seja considerada rara, a peste ainda não foi completamente erradicada e tem alta taxa de mortalidade sem tratamento adequado IAEA Imagebank (CC BY 2.0)

Autoridades da região de Irkutsk, na região da Sibéria (Rússia), mobilizaram equipes de saúde após a hospitalização de 189 pessoas com suspeita de exposição à peste negra, uma das doenças infecciosas mais letais da história.

Os pacientes tiveram contato com uma jovem que morreu após contrair a enfermidade, segundo informações divulgadas pelo jornal russo Moscou Times.

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De acordo com o jornal, citando fontes da emissora REN TV, os 189 indivíduos foram identificados como contatos da vítima, encaminhados para monitoramento médico e distribuídos entre dois hospitais da região.

Outras 12 pessoas foram enviadas para observação em um instituto especializado no combate à peste negra.

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Embora alguns pacientes tenham apresentado sintomas compatíveis com a doença, os casos ainda não foram oficialmente confirmados por exames laboratoriais.

Pesquisadora contraiu forma pulmonar da doença

A vítima fatal seria uma pesquisadora de 27 anos vinculada a um instituto especializado em peste negra.

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Ela teria morrido em consequência da forma pulmonar da doença, considerada a variante mais perigosa devido à possibilidade de transmissão entre pessoas por meio de gotículas respiratórias.

As circunstâncias do contágio ainda estão sendo investigadas.

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Enquanto uma das hipóteses sugere que a jovem tenha sido infectada após retornar de uma viagem de trabalho à Buriácia (próxima da fronteira com a Mongólia, onde focos naturais da doença já foram registrados), outra versão aponta para um possível acidente laboratorial envolvendo uma amostra da bactéria responsável pela doença.

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A pesquisadora foi internada na última terça (29/9) em um hospital de Shelekhov com sintomas inicialmente compatíveis com pneumonia, mas seu quadro evoluiu rapidamente, exigindo ventilação mecânica e, dois dias depois, ela morreu.

Após a confirmação, funcionários do hospital foram colocados em isolamento e a unidade de saúde entrou em quarentena.

Governo convoca reunião emergencial

A gravidade da situação levou o governador da região a convocar uma reunião emergencial da comissão sanitária e epidemiológica, realizada em conjunto com a chefe da agência federal russa de vigilância sanitária, Anna Popova.

Em comunicado citado pela reportagem, o governo afirmou que todas as pessoas identificadas por contato com a paciente estão sob monitoramento médico, ainda que os exames laboratoriais tenham apresentado resultados negativos e os pacientes observados não demonstrem sinais clínicos da doença.

O que é a peste negra?

A peste negra é causada pela bactéria Yersinia pestis e pode se apresentar em três formas principais: bubônica, septicêmica e pulmonar.

A transmissão ocorre geralmente por meio de pulgas infectadas que parasitam roedores silvestres.

Entretanto, a forma pulmonar tem potencial de transmissão direta entre seres humanos por meio das vias respiratórias, o que aumenta significativamente o risco de surtos.

Sem tratamento adequado, a doença pode apresentar altas taxas de mortalidade.

Atualmente, no entanto, existem antibióticos eficazes quando o diagnóstico é realizado precocemente.

Doença segue presente na Ásia Central

Embora seja considerada rara, a peste negra ainda não foi completamente erradicada.

O último caso oficialmente registrado na Rússia ocorreu em 2016, quando um menino de 10 anos foi infectado após manusear uma marmota contaminada. O paciente sobreviveu graças ao tratamento médico imediato.

As autoridades sanitárias russas continuam monitorando focos naturais da doença na Mongólia.

Em 2023, o Centro Nacional para o Estudo de Infecções Zoonóticas do país identificou 137 áreas endêmicas distribuídas por 17 regiões mongóis, incluindo localidades próximas à fronteira com a Rússia.

Enquanto as investigações prosseguem, as autoridades buscam identificar outras pessoas que possam ter tido contato com os pacientes hospitalizados, numa tentativa de evitar qualquer eventual propagação da doença.

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