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Temor de ataque russo é ‘cortina de fumaça’ para encobrir exigência dos EUA à Otan, diz especialista

Pesquisador ressalta que não há qualquer sinal de que Moscou esteja planejando uma ofensiva contra países da aliança

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ucrânia enviará instrutores para treinar o exército alemão contra possíveis ataques russos.
  • Especialista aponta que temores de ataque da Rússia servem para justificar aumento do orçamento de defesa exigido pelos EUA.
  • Aumento solicitado pelos EUA é de 3%, passando de 2% para 5%, afetando outros setores como educação e saúde.
  • Treinamento ucraniano é um novo movimento, geralmente feito por potências como Alemanha e EUA.

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Instrutores militares ucranianos vão ajudar as forças armadas da Alemanha a se prepararem contra possíveis ataques russos à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A Ucrânia vai enviar esses instrutores para as escolas do exército alemão para ensinar os aprendizados da ofensiva russa.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (11), o pesquisador Lier Ferreira fala que não há sinalizações concretas de que a Rússia quer iniciar um confronto com as potências da Otan. Ele afirma que essas movimentações são apenas um mecanismo desses países para legitimar o aumento orçamentário de defesa exigido pelos EUA.


“Esse aumento [de 2% para 5% em gastos militares] significa que esses recursos serão tirados de outros setores importantes, como a educação, saúde, moradia e, inclusive, o desenvolvimento científico, econômico e tecnológico desses países”, analisa.

Lier explica que é interessante esse tipo de treinamento vir por parte da Ucrânia, tendo em vista que geralmente a iniciativa vem dos militares das grandes potências: “Agora nós já temos ali um conjunto de conhecimentos acumulados para que instrutores militares ucranianos possam contribuir com a defesa dos países europeus, também com os Estados Unidos”.


Porém, ele ressalta que essa parceria entre países poderia vir de outra forma. “A cooperação é sempre importante. Infelizmente, o que nós estamos assistindo é uma cooperação para a guerra, enquanto todos nós queremos uma cooperação sólida para a paz”, finaliza.

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