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Terroristas presos na França planejavam decapitar oficial do Exército

Um dos quatro presos, um menor de 16 anos, foi libertado na noite de ontem 

Internacional|Do R7

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Quatro jovens presos na última segunda-feira (13) em diferentes pontos da França planejavam a decapitação de um militar de alta patente do quartel de Port-Vendres, ao sul da cidade de Perpignan, revelou nesta quinta-feira (16) a emissora de rádio France Info.

Segundo a France Info, que cita fontes da investigação, os quatro jihadistas pretendiam gravar o assassinato do militar com uma câmera GoPro para divulgar o vídeo na internet posteriormente. A intenção era que a ação fosse praticada no dia 7 de janeiro de 2016, coincidindo com o primeiro aniversário do atentado contra a revista satírica Charlie Hebdo em Paris, confessaram os jovens.

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Os planos foram frustrados na segunda-feira, quando as autoridades decidiram prendê-los perante o temor de que colocassem o projeto em execução durante as comemorações da Festa Nacional, na última terça-feira (14).

Um dos quatro presos, um menor de 16 anos, foi libertado na noite de ontem depois dos outros três terem o inocentado ao longo dos interrogatórios conduzidos pelos agentes dos serviços secretos.

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As autoridades acompanhavam há meses outro dos jovens, de 17 anos, por seu ativismo em fóruns jihadistas na internet e por também manter contato com supostos terroristas, agora presos. Ele chegou a ser interrogado no ano passado pelos serviços secretos franceses. A mãe do jovem, além disso, avisou à polícia em dezembro que seu filho tinha planos para viajar à Síria e se unir aos grupos jihadistas.

As escutas telefônicas permitiram estabelecer que o grupo de jovens — o maior tem 23 anos — pretendia cometer um atentado.

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O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, deu ontem os primeiros detalhes desse projeto, depois de o presidente do país, François Hollande, ter indicado que as autoridades frustraram um atentado terrorista no país. Cazeneuve revelou que um dos presos tinha servido na Marinha.

A France Info afirma que ele foi declarado como não apto para continuar nas Forças Armadas em dezembro e agora as autoridades investigam se ele tinha alguma relação com o quartel de Port-Vendres. A seção antiterrorista da Promotoria de Paris abriu uma investigação preliminar sobre o grupo no dia 23 de julho.

Os três terroristas que seguem presos podem ser interrogados por 96 horas antes de serem formalmente acusados e apresentados à Justiça. 

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