Tribunal ordena que Pyongyang pague indenização milionária a desertora norte-coreana
Mulher afirma ter sofrido abuso sexual, agressões físicas e tratamento desumano na Coreia do Norte
Internacional|Do R7
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Um tribunal da Coreia do Sul determinou nesta sexta-feira (28) que a Coreia do Norte deve pagar uma indenização milionária a uma desertora que afirma ter sido torturada durante o período em que ficou detida no país.
Segundo a agência Yonhap, Choi Min-kyung, chefe da Associação de Familiares de Vítimas de Prisão na Coreia do Norte, pediu 50 milhões de wons (cerca de R$ 188 mil) pelos danos sofridos pelo regime de Kim Jong-un.
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A mulher afirma que deixou a Coreia do Norte em 1997, mas acabou sendo repatriada à força em 2008, quando estava na China. Segundo o relato apresentado no processo, ela permaneceu por cerca de cinco meses em centros de detenção.
Durante esse período, a desertora afirma ter sofrido uma série de violações de direitos humanos. Entre as acusações estão abuso sexual, agressões físicas e tratamento desumano.
O processo avançou sem a presença de representantes dos réus nas audiências e terminou a favor de Choi. Mesmo assim, a Yonhap destaca que a desertora pode enfrentar dificuldades para receber o dinheiro, como já aconteceu em outras ações movidas contra a Coreia do Norte.
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