Trump diz que tropas não vão atirar contra caravana de migrantes
"Não quero essas pessoas jogando pedras", afirmou o presidente dos EUA, que já ameaçou enviar 15 mil soldados para a fronteira
Internacional|Do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira (2) que os imigrantes ilegais que jogarem pedras contra militares serão presos, mas não serão atacados pelas tropas.
Ele fez os comentários a repórteres um dia de sugerir que os militares poderiam atirar contra os membros da caravana de migrantes que tenta chegar nos Estados Unidos se eles atirassem pedras nos militares.
"Eles não terão que atirar. O que eu não quero é que eu não quero essas pessoas jogando pedras", disse Trump a repórteres em frente à Casa Branca.
"Se eles fizerem isso conosco, eles serão presos por um longo tempo", acrescentou Trump.
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Trump tem endurecido sua posição sobre imigração e, especificamente, contra a caravana de migrantes antes das eleições parlamentares da próxima semana, nas quais o Partido Republicano de Trump procura manter o controle de ambas casas do Congresso.
Na segunda-feira, o Pentágono informou que enviou mais de 5.200 soldados para a fronteira depois que Trump disse no Twitter que estava enviando militares para enfrentar a caravana de migrantes, um grupo de homens, mulheres e crianças viajando através do México enquanto fogem da violência e da pobreza na América Central.
Na quarta-feira (31), Trump disse que os Estados Unidos podem enviar até 15 mil soldados para a fronteira, mais do que no Afeganistão.
Na quinta-feira, Trump disse que seu governo estava finalizando um plano para exigir que os requerentes de asilo entrassem no país através de portos legais de entrada, embora ainda não esteja claro se tal limitação seria legalmente possível.
No último final de semana, o mundo se chocou com as imagens de milhares de imigrantes — a maioria hondurenhos — “marchando” rumo ao México com a intenção de chegar aos Estados Unidos. “A esperança é que esses registros mostrando multidões exerçam uma p...
No último final de semana, o mundo se chocou com as imagens de milhares de imigrantes — a maioria hondurenhos — “marchando” rumo ao México com a intenção de chegar aos Estados Unidos. “A esperança é que esses registros mostrando multidões exerçam uma pressão sobre o governo Trump e sua política migratória", pondera José Maria de Souza, doutor em Ciência Política e especialista em América Latina das Faculdades Integradas Rio Branco *Estagiária do R7, sob supervisão de Ana Luísa Vieira






















