Trump tem pressa para solucionar as questões com a China, afirma economista
‘Para se manterem como potência na posição em que estão, um depende do outro’, analisa Miguel Daoud
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Em vez de estender a trégua comercial entre Estados Unidos e China por um ano, o combinado no encontro entre Donald Trump e Xi Jinping nesta quinta (24) foi que a suspensão de tarifas continue de novembro até janeiro de 2027. Um resultado foi insatisfatório para o líder chinês, que deve esperar uma próxima reunião para discutir sobre o domínio de terras raras.
Na análise do economista Miguel Daoud, a escolha favorece Trump, que deve levar em conta o tempo restante que possui no poder: “Como teoricamente teria mais dois anos [como presidente], ele tem rapidez em solucionar as questões com a China”. Além do próprio mandato, Trump ainda precisa se preocupar com os resultados das eleições de meio de mandato, em novembro, que decidem a Câmara e o Senado.
Em meio ao cenário, a China estaria então enxergando uma oportunidade para enfraquecer o rival, na medida em que os índices de popularidade de Trump, em 32%, estão atrelados à continuidade das guerras da Ucrânia e Irã. “A China sempre está do lado oposto, inclusive a gente sabe que a China e a Rússia hoje dão ao Irã condições para que ele possa prolongar essa guerra”.
O objetivo das duas nações é garantir um cenário mais vantajoso para si mesmas. Apesar disso, Daoud conclui no Conexão Record News desta sexta-feira (25) que “há uma dependência muito grande dos Estados Unidos em relação à China e vice-versa. [...] Para se manterem como potência na posição em que estão, um depende do outro”.
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