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Ucranianos transformam ruas de Kiev em um santuário para os mortos

Mais de 80 pessoas foram mortas em confrontos armados com a polícia

Internacional|Do R7

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Ucranianos homenageiam os mortos nos protestos com flores e velas na Praça da Independência, em Kiev
Ucranianos homenageiam os mortos nos protestos com flores e velas na Praça da Independência, em Kiev

Milhares de ucranianos foram à Praça da Independência, de Kiev, neste domingo (23), com flores e velas em uma peregrinação espontânea para homenagear os manifestantes que morreram pela saída do presidente Viktor Yanukovich.

Acompanhados pelas barricadas por membros com capacete de uma força de "auto-defesa", as famílias escorreram pela rua Institutska, cena, na semana passada, da pior violência em 22 anos de independência da Ucrânia.

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Transformaram as ruas, onde dezenas de pessoas foram mortas pela polícia, que usou atiradores de elite e metralhadoras Kalashnikovs, em um santuário improvisado, acendendo velas e colocando flores nos paralelepípedos e tijolos que os manifestantes estocaram para usar como armas contra a polícia.

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Flores foram colocadas nos escudos de membros da auto-defesa, um grupo extremista de protestantes, que ganhou força isoladamente, organizou unidades e não mostra sinais de desarmamento.

Yanukovich foi deposto, no último sábado, abandonou o seu escritório em Kiev e a sua residência e viajou para o leste da Ucrânia, onde nasceu, após o parlamento, cheio de desertores do seu Partido das Regiões, retirar os seus poderes.

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Manifestantes ocupam residência oficial e postam fotos em redes sociais

Foi o clímax de três meses de protestos na Praça da Independência, conhecida como Maidan, contra a mudança de pensamento do presidente, que preferia se aproximar de Moscou, antigo mestre soviético, a reforçar as ligações com a Europa.

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Mais de 80 pessoas foram mortas em confrontos armados com a polícia, rapidamente tornando-se mártires da causa.

Multidões desceram as ruas que levam à Praça da Independência silenciosamente, como se entrassem em um campo de batalha. Alguns gritaram "Glória para a Ucrânia!" e "Glória para os heróis!".

Homens com armaduras improvisadas, segurando tacos de baseball e escudos, guardaram os corredores do poder da Ucrânia — o parlamento, o centro da administração presidencial e o banco central. Alguns ostentaram totens de batalhas, pele de animais penduradas nos seus ombros ou capacetes.

"Meus parentes não morreram, mas eu me sinto em dívida com os que morreram, e quis prestar minhas homenagens", disse Lena Griyevic, 52 anos, residente de Kiev, segurando muitos cravos rosas.

Sob a Presidência de Yanukovich, "eu senti que havíamos voltado aos anos 1990, com todos esses bandidos. Estou encantada pelos nossos heróis. Nunca acreditei que isso pudesse acontecer".

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