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UE busca mísseis Patriot para a Ucrânia entre países que possuem estoques perto de expirar

Defesa aérea é uma necessidade crucial para Kiev enfrentar os ataques russos

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Alta Representante da UE, Kaja Kallas, solicitou aos Estados-membros com mísseis Patriot perto da validade que os enviem à Ucrânia para reforçar sua defesa aérea.
  • Durante uma reunião na Irlanda, Kallas destacou a necessidade urgente da Ucrânia por interceptores devido ao aumento dos ataques aéreos russos.
  • A UE está buscando interceptores tanto dentro quanto fora do bloco e colaborando com a Ucrânia para desenvolver um sistema europeu de defesa aérea.
  • Os ministros da Defesa da UE discutem também a segurança marítima e espacial, além de uma possível missão de apoio às Forças Armadas do Líbano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

UE está em contato com países fora do bloco para obter fornecedores Gleb Garanich/Reuters - 01.09.2026

A Alta Representante da UE (União Europeia) para a Política Externa, Kaja Kallas, pediu nesta terça-feira (1) aos Estados-membros que possuem interceptores Patriot prestes a expirar que os entreguem à Ucrânia, já que o país enfrenta escassez desses equipamentos e passou por um dos verões com o maior número de ataques aéreos contra a população civil.

Ela fez essa declaração durante uma reunião informal dos ministros da Defesa da UE realizada na Irlanda, onde destacou a defesa aérea como uma das principais necessidades atuais da Ucrânia para enfrentar os ataques russos.


“O principal problema são as defesas aéreas: faltam interceptores. Sabemos que alguns países têm interceptores cujo prazo de validade expirará em breve; portanto, seria muito positivo que fossem entregues à Ucrânia para que possam utilizá-los e proteger sua população”, afirmou a chefe da diplomacia europeia.

Kallas não especificou quais Estados-membros dispõem desses interceptores prestes a expirar, mas explicou que a UE também está tomando providências com países fora do bloco para tentar obter mais unidades que possam ser fornecidas a Kiev.


“Também estamos mantendo contatos com países fora da União Europeia para conseguir interceptores que protejam a população civil, embora, é claro, isso seja muito difícil”, reconheceu ela

Paralelamente, a Alta Representante revelou que os europeus estão trabalhando em conjunto com a Ucrânia para implementar um sistema europeu de interceptores, com o objetivo de reforçar, a longo prazo, as capacidades de defesa aérea do país contra os ataques russos.


“Os ucranianos, é claro, permanecem firmes e precisamos apoiá-los”, enfatizou Kallas, em um momento em que Kiev clama aos seus parceiros ocidentais por mais sistemas e munição de defesa aérea para proteger suas cidades e infraestruturas dos bombardeios russos.

Espaço, segurança marítima e líbano

Por outro lado, Kallas adiantou que os ministros da Defesa abordarão, durante a reunião desta terça-feira, o papel do espaço na segurança europeia, um âmbito no qual ele defendeu que a UE deve “dar um passo à frente” para manter sua posição como potência espacial.


“O espaço é um elemento-chave para a defesa, muito importante, com uso tanto civil quanto militar, e realmente precisamos dar um passo à frente para continuarmos sendo uma potência espacial, dada a situação atual”, afirmou.

Os ministros também discutirão a segurança marítima, com especial atenção à situação no estreito de Ormuz, onde Kallas exigiu que se respeite a “liberdade de navegação” e reconheceu que os esforços diplomáticos empreendidos até agora “não surtiram efeito”.

“Para nós, é importante que não haja pedágios nem taxas nessas rotas que antes estavam abertas”, afirmou a Alta Representante, que insistiu na necessidade de garantir o tráfego por essa rota marítima estratégica.

Nesse sentido, os responsáveis europeus pela Defesa analisarão quais medidas adicionais podem adotar em conjunto para reforçar a proteção das infraestruturas submarinas críticas.

Por fim, os ministros abordarão a situação no Líbano e debaterão uma eventual missão europeia de apoio às Forças Armadas libanesas, diante da retirada da FINUL (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), prevista para 2027.

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