Internacional Um resumo sobre a semana de protestos que paralisam o Equador

Um resumo sobre a semana de protestos que paralisam o Equador

Pacote de medidas econômicas que incluiu o fim de um subsídio que fez explodir os preços dos combustíveis causa revolta em todo o país

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Manifestantes improvisam máscaras contra gases para protestar em Quito

Manifestantes improvisam máscaras contra gases para protestar em Quito

Paolo Aguilar / EFE - 10.10.2019

O Equador vive, há uma semana, em estado de exceção por conta de protestos generalizados em todo o país contra medidas tomadas pelo presidente Lenín Moreno. Centenas de pessoas já foram presas e até agora foram confirmadas as mortes de pelo menos 5 manifestantes.

O principal motivo da revolta popular é um decreto que extinguiu um subsídio do governo sobre combustíveis como a gasolina aditivada e o óleo diesel. A intenção do presidente era economizar cerca de US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 5,34 bilhões) por ano com a medida.

Alta dos combustíveis

Logo nos primeiros dias, o preço dos combustíveis subiu mais de 120% e as pessoas foram às ruas para protestar contra Moreno. O presidente, então, decretou estado de exceção por 60 dias — prazo que foi reduzido pelo Tribunal Constitucional, para 30 dias.

Movimentos indígenas tomaram a frente dos protestos e iniciaram marchas em direção à capital do país, Quito. Moreno mudou provisoriamente a sede do governo para Guayaquil, no litoral, sede das principais lideranças conservadoras do país, para se refugiar.

Repressão e violência

Em meio às passeatas, a polícia e as forças armadas equatorianas passaram a reprimir os manifestantes com força, resultando em violência, prejuízos, centenas de prisões realizadas e pelo menos 5 mortes já confirmadas, inclusive um dos líderes do movimento indígena.

Moreno, até o momento, se recusa a negociar a questão do subsídio, e alega que "forças externas" teriam contribuído para a revolta popular. Chegou a acusar o ex-presidente do país, Rafael Correa, de quem ele era aliado até ser eleito, de tramar um possível golpe e insinuou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estaria por trás disso.

Tanto Correa, que estava fora do país desde o ano passado para evitar ser preso, quando Maduro negaram essas acusações. A população do Equador, por sua vez, continua nas ruas protestando contra Lenín Moreno e seu pacote econômico, que ele decretou para ter direito a um pacote de ajuda de US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 17.2 bilhões)

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