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Urnas são fechadas em eleição decisiva na Venezuela; saiba o que acontece agora

Mais de 21 milhões pessoas estavam aptas a votar e 4,5 milhões vivem no exterior, mas poucos foram autorizados a ir às urnas

Internacional|Fernando Mellis, do R7

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Mais de 21,3 milhões de venezuelanos estavam aptos a votar Reprodução/ x @cneesvzla

As urnas começaram a ser fechadas em toda a Venezuela às 19h (18h, no horário de Brasília) deste domingo (28), dia de eleições presidenciais decisivas no país sul-americano. Muitas seções, porém, enfrentavam longas filas, o que pode estender a votação.

Mais de 21,3 milhões de venezuelanos estavam aptos a votar, mas cerca de 4,5 milhões vivem no exterior, onde apenas 69,1 mil foram autorizados a ir às urnas. Portanto, o total de eleitores é estimado em 16,8 milhões — o voto não é obrigatório.

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O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou mais cedo que o dia de eleições foi pacífico e “sem contratempos”. Apesar disso, incidentes foram noticiados.

Uma mulher foi ferida a tiros em um local de votação no estado de Monagas, após um grupo de motoqueiros abrir fogo, segundo a emissora de TV colombiana Caracol. Ela está fora de perigo.

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Na capital, Caracas, os chamados “coletivos de Maduro” — homens de moto — provocaram tumulto em um importante centro de votação, informou o portal argentino Infobae.

Também houve denúncias de fake news, que teriam sido plantadas por apoiadores do presidente Nicolás Maduro, que disputa a reeleição. O principal opositor dele, o ex-diplomata Edmundo González Urrutia, falou que estavam circulando “dados falsos”, sem especificar do que se tratava.

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Um jornal alinhado ao regime de Maduro, porém, divulgou uma pesquisa de boca de urna que indicava vitória do chavista. A lei venezuelana proíbe sondagens na data do pleito.

Resultado

Não existem boletins prévios de apuração dos votos na Venezuela. O resultado final deve ser anunciado no começo da madrugada de segunda-feira (29).

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Agora, começam as auditorias de fechamento das urnas, para verificar se o número de votos depositados nas máquinas corresponde ao total de eleitores que compareceram. Os fiscais habilitados de cada partido poderão ter acesso às atas dessa checagem.

Com o resultado, é esperado que a posse ocorra apenas em 10 de janeiro de 2025.

Neste domingo (28), Maduro afirmou que reconhecerá o resultado eleitoral e que respeita o processo eleitoral, a Constituição e a Lei do país. “Eu sou Nicolás Maduro Moros e reconheço e reconhecerei o resultado eleitoral, os boletins eleitorais, e farei com que o respeitem. Chamo os dez candidatos presidenciais e os 38 partidos políticos a respeitarem, fazerem ser respeitado e declararem publicamente que acatarão o boletim oficial do Conselho Nacional Eleitoral, o organismo encarregado de organizar o poder eleitoral do país”, declarou.

Em meio a tensão no país, no início da última semana, Maduro chegou a ameaçar uma “guerra civil” e um “banho de sangue” caso perdesse, ele avisou não querer “show nem choradeira” porque daria “uma surra” em González.

Situação na Venezuela

Há pelo menos 7 anos, a Venezuela lida com um bloqueio financeiro e comercial devido à falta de reconhecimento de países como Estados Unidos, Canada e integrantes da União Europeia no governo de Maduro.

Atualmente, o país enfrenta uma crise econômica em que registrou uma perda de aproximadamente 75% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), resultando na migração de mais de 7 milhões de pessoas.

Apesar de ter mostrado sinais de uma possível recuperação econômica desde 2021, a população venezuelana continua com salários baixos e os serviços públicos deteriorados.



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