Logo R7.com
RecordPlus

Usina nuclear da Hungria está à beira do desligamento enquanto calor na Europa ameaça crise de energia

Premiê húngaro, Péter Magyar, destacou a importância da redução do consumo de energia para manter a estabilidade do fornecimento

Internacional|Billy Stockwell, da CNN Internacional

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A usina nuclear de Paks na Hungria está prestes a ser desligada devido aos baixos níveis de água no Rio Danúbio, essenciais para o resfriamento do reator.
  • A onda de calor na Europa está causando escassez de energia, incêndios florestais e secas, afetando a infraestrutura vital de vários países.
  • Na Romênia, reatores nucleares foram desligados devido à baixa do Danúbio, levando a explosões controladas para desviar água.
  • O calor extremo e a falta de chuvas estão transformando paisagens e impactando a segurança energética em toda a Europa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Onda de calor pode agravar crise energética em outros países, como Romênia e Itália Balint Szentgallay/NurPhoto/Getty Images via CNN Newsource

A brutal onda de calor na Europa já provocou temperaturas recordes, incêndios florestais mortais e evacuações em massa. Agora uma nova crise se aproxima: a escassez de energia.

O primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, alertou na segunda-feira (3) que os “cinco dias mais difíceis estão à nossa frente”, enquanto a única usina nuclear do país oscila à beira do desligamento devido a níveis de água historicamente baixos em trechos do Rio Danúbio.


A água do Danúbio é usada para resfriar o núcleo do reator e outros componentes cruciais, evitando um superaquecimento na instalação, que produz quase metade da eletricidade do país.

Veja Também

“Estamos em território desconhecido”, disse Magyar em um pronunciamento em vídeo. “Como os níveis de água continuam a baixar, a possibilidade de desligar a usina ainda existe.”


Mais tarde, na segunda-feira, Magyar disse que as “previsões de gestão hídrica” para os próximos dias se tornaram “ligeiramente” mais otimistas.

O fechamento previsto da usina nuclear de Paks, pela primeira vez desde que a instalação entrou em operação há 44 anos, arrisca uma crise energética generalizada, disse ele.


Na Romênia, as autoridades também estão tentando desviar água de trechos do Danúbio para uma das principais usinas nucleares do país, notadamente por meio de explosões controladas.

Partes do Danúbio, o segundo maior rio da Europa, que percorre 10 países, encolheram para níveis mínimos sem precedentes em meio ao calor recorde, inclusive na Hungria e em países vizinhos.


A expectativa é de que as temperaturas subam nos próximos dias, disse Magyar, com “nenhuma quantidade significativa de chuva à vista para ajudar a aumentar os níveis de água”.

O desligamento previsto expôs os impactos crescentes da sucessão de ondas de calor extremo deste verão na Europa, o continente que se aquece mais rapidamente no mundo.

Cientistas afirmam que as ondas de calor foram tornadas mais intensas pela crise climática causada pela ação humana.

‘Tão crítica quanto o gás’

Por toda a Europa, alertas de calor foram emitidos para grandes cidades e secas estão transformando paisagens habitualmente verdejantes em extensões marrons e poeirentas, enquanto incêndios florestais se espalham para mais nações após os incêndios devastadores na Espanha, França e Portugal no mês passado.

Além de alimentar os incêndios que queimam as terras da Europa, as últimas ondas de calor também exerceram uma pressão sem precedentes sobre as fontes de água do continente – e sobre a infraestrutura vital que depende delas.

“Em toda a Europa Central e Oriental, a seca severa e as ondas de calor estão demonstrando que a água é uma commodity de energia tão crítica quanto o gás ou o urânio”, publicou no X (antigo Twitter) Francesco Sassi, professor assistente da Universidade de Oslo especializado em segurança energética.

Sassi disse que a situação “sem precedentes” na Hungria estava impactando a “espinha dorsal” da rede de energia do país.

Mas a usina de Paks não é o único local nuclear perto do Danúbio.

Na Romênia, dois reatores nucleares foram forçados a desligar no mês passado devido aos baixos níveis de água do Danúbio, levando o país a declarar estado de emergência nacional em virtude da queda na produção de eletricidade.

Os dois reatores nunca haviam sido desconectados da rede ao mesmo tempo devido aos baixos níveis de água, disse a Reuters.

Na segunda-feira, forças navais romenas realizaram explosões controladas no canal Bala, no Danúbio, para desviar o fluxo de água em direção à usina nuclear de Cernavoda, onde os dois reatores foram desligados, acrescentou a Reuters.

Na Hungria, Magyar agradeceu à nação por reduzir o consumo pessoal e comercial de energia em meio à crise, resultando em um fornecimento de energia estável no país. Ainda assim, os próximos dias seriam críticos, disse ele na segunda-feira.

“É um grande feito que nosso país precisa neste momento”, disse ele.

Mortes na Grécia

Na Itália, 25 cidades foram colocadas sob alerta vermelho na segunda-feira, com a chegada da quarta onda de calor do ano, segundo o Ministério da Saúde do país.

Enquanto isso, na Grécia, dois helicópteros de combate a incêndios colidiram no ar durante o fim de semana enquanto combatiam um incêndio florestal ao noroeste de Atenas.

Uma das aeronaves caiu no chão, matando os dois membros da tripulação a bordo, de acordo com o Serviço de Bombeiros da Grécia.

O Reino Unido também está enfrentando ondas de calor sucessivas.

Mais da metade da Inglaterra e a totalidade do País de Gales estão oficialmente em situação de seca, com expectativa de que as temperaturas voltem a subir esta semana após um “respiro muito breve do calor”, de acordo com o Met Office (Serviço Nacional de Meteorologia do Reino Unido).

Estatísticas iniciais do Met Office mostram que tanto a Inglaterra quanto o País de Gales tiveram o mês de julho mais seco em 190 anos.

Ao lado do Danúbio, outros rios também estão sofrendo por todo o continente. O Lago Brenets, na fronteira entre a Suíça e a França, praticamente secou com a queda dos níveis de água no Rio Doubs, que o alimenta.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.