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‘É o novo normal’, diz geólogo sobre aumento das ondas de calor na Europa

Especialista destacou que a Europa está aquecendo duas vezes mais rápido que a média global e não está preparada para isso

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Europa enfrenta uma intensa onda de calor desde o início do verão, resultando em mais de 1.300 mortes, segundo a OMS.
  • O geólogo Marcos Moraes afirmou que o aquecimento global está tornando as ondas de calor mais frequentes e intensas, caracterizando um "novo normal".
  • A Europa está aquecendo duas vezes mais rápido que a média global, e as cidades não estão preparadas para essas altas temperaturas.
  • No Brasil, espera-se um aumento nas ondas de calor devido ao El Niño, com intensificação prevista já na primavera.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Europa enfrenta uma onda de calor intensa desde o início do verão local, em 21 de junho. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as altas temperaturas já provocaram mais de 1.300 mortes no continente. O clima levanta questões sobre a frequência e a intensidade desses eventos no futuro.

Em entrevista ao Jornal da Record News desta quarta-feira (1º), o geólogo e autor do livro Planeta Hostil, Marcos Moraes, explicou que essas ondas são comuns devido ao ar quente do Saara. Porém, o aquecimento global tem tornado esses fenômenos cada vez mais frequentes.


Painel digital de temperatura instalado em área externa, exibindo "40°” em dígitos grandes e verde‑amarelados
Europa está aquecendo duas vezes mais rápido devido à circulação oceânica Reprodução/Record News

“Fenômenos que ocorriam com certa intensidade, com certa frequência, agora estão ficando mais frequentes e mais intensos. Então, o que a gente está vendo lá na Europa agora é o novo normal”, afirma.

Moraes destacou que a Europa está aquecendo duas vezes mais rápido que a média global devido à circulação oceânica, e que as cidades europeias não estão preparadas para enfrentar as altas temperaturas, já que a urbanização transformou áreas em ilhas de calor. Segundo o geólogo, esse cenário é ainda mais crítico no Brasil.


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“Nossa cobertura de vegetação nas cidades é ainda menor. Então, o que ocorre é isso: asfalto e mais concreto acabam intensificando o calor. As diferenças de temperaturas chegam a 5ºC, às vezes 10ºC, entre um bosque e uma região de construções, estradas”, diz. Para ele, aumentar a quantidade de áreas vegetadas nas cidades é uma das soluções para resolver o problema do excesso de calor.

Além disso, Moraes alertou para os efeitos globais das mudanças climáticas extremas. Com a chegada do El Niño no Brasil, deve haver um aumento nas ondas de calor já na primavera deste ano. “Ondas de calor vão começar a ocorrer a partir da primavera e podem ser muito intensas devido ao fato de que esse El Niño, além de estar instalado, como provavelmente já começou, tudo indica que será muito forte, muito intenso”, finaliza.

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