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Uso de mísseis norte-coreanos expõe desgaste do arsenal russo; veja análise

Ucrânia identificou rastros de mísseis compatíveis com modelos norte-coreanos em ataque recente

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Zelensky acusou a Coreia do Norte de fornecer mísseis para a Rússia em ataques recentes à Ucrânia.
  • Radares ucranianos identificaram rastros de mísseis norte-coreanos, que têm ogivas maiores e alcance superior aos projéteis russos.
  • Especialista Ricardo Cabral aponta que os mísseis norte-coreanos oferecem vantagens à Rússia, mas indicam desgaste do arsenal russo.
  • O uso de armamentos norte-coreanos sugere dificuldades logísticas para a Rússia, que enfrenta uma guerra prolongada com a Ucrânia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Volodymyr Zelensky acusou a Coreia do Norte de fornecer mísseis utilizados pela Rússia em ataques recentes. Em ocasiões anteriores, Moscou disparou mísseis norte-coreanos contra alvos na Ucrânia, porém este seria o primeiro caso em quase um ano, sugerindo que a Rússia pode ter recebido um novo carregamento de armas de Pyongyang.

De acordo com autoridades, na madrugada da última quinta-feira (30), a Rússia atacou a Ucrânia com dezenas de mísseis e centenas de drones, resultando na morte de pelo menos nove pessoas. Zelensky não teve sua informação confirmada pela Rússia. Entretanto, de acordo com fontes consultadas pela agência Reuters, os radares da Ucrânia detectaram rastros de mísseis típicos da fabricação norte-coreana durante o ataque. Esses mísseis têm uma ogiva maior e um alcance mais extenso do que os projéteis russos.


Em entrevista ao programa Conexão Record News, o especialista em segurança pública e estratégia internacional Ricardo Cabral afirmou que os mísseis norte-coreanos oferecem vantagens operacionais à Rússia por carregarem uma carga explosiva maior e alcançarem distâncias mais longas, embora sejam menos precisos. Segundo ele, o uso desse armamento também indica dificuldades enfrentadas por Moscou para sustentar o conflito no mesmo ritmo dos primeiros anos da guerra.

Cabral avalia que o estoque de armamentos da Rússia sofreu desgaste significativo ao longo do conflito. “A reserva de munição russa não está tão grande como nós pensávamos. Depois de quatro anos de guerra, ela diminuiu significativamente”, afirmou. Para o especialista, o acesso a componentes norte-coreanos, parte deles provenientes da China, “alivia a logística russa, que tem que apoiar o Irã e, ao mesmo tempo, continua numa guerra de alta intensidade com a Ucrânia.”

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