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Veterano intersexual da Marinha dos EUA processa governo por ter passaporte negado

Internacional|Do R7

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Por Keith Coffman

DENVER (Reuters) - Um veterano da Marinha dos Estados Unidos que não se identifica nem como homem nem como mulher abriu processo contra o Departamento de Estado dos EUA por ter tido um passaporte negado em razão de não ter escolhido um gênero no formulário, revelaram documentos da Justiça.

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Dana Zzyym, do Estado do Colorado, afirmou na ação civil federal de discriminação, apresentada na Corte Distrital de Denver, que é uma violação constitucional forçar um indivíduo intersexual a escolher entre masculino e feminino no passaporte para poder viajar ao exterior.

“Não sou homem, não sou mulher, sou intersexual, e não deveria ter que escolher uma classificação de gênero para meu documento de identificação oficial que não sou eu”, disse Zzyym em comunicado.

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A ação civil menciona o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o diretor da agência de passaportes de Colorado como réus. O Departamento de Estado não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Zzyym nasceu em 1958 com “características sexuais exteriores ambíguas”, e a opção de gênero de sua certidão de nascimento foi deixada em branco, afirma a ação.

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Os pais e o médico de Zzyym decidiram que “Dana seria criado como menino” com o nome Brian Orin Whitney, e “masculino” foi adicionado mais tarde à sua certidão de nascimento, explica o processo.

“Assim como muitas outras crianças intersexuais, aos cinco anos Dana havia sido submetido a diversas cirurgias irreversíveis, invasivas, dolorosas e medicamente desnecessárias para fazer com que o corpo de Dana se conformasse aos estereótipos sexuais binários”, diz a queixa.

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Whitney se alistou na Marinha dos EUA em 1978 e serviu como ajudante de maquinista durante três excursões a Beirute e uma no Golfo Pérsico, segundo a ação.

Tendo deixado a Marinha em 1984, Whitney mais tarde se deu conta de que a identificação de gênero era “arbitrária” e tentou viver como mulher, o que tampouco lhe conveio, de acordo com o processo. Por fim Whitney adotou o nome Dana Zzyym e teve um passaporte recusado no ano passado, quando tentava viajar para a Cidade do México para participar do Fórum Internacional de Intersexualidade.

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