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Vizinhos reagem com firmeza a teste nuclear norte-coreano

Internacional|Do R7

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Por Ju-min Park e Kiyoshi Takenaka

SEUL/TÓQUIO, 14 Fev (Reuters) - A Coreia do Sul disse nesta quinta-feira que pode bombardear a vizinha Coreia do Norte caso se sinta na iminência de sofrer um ataque, e mobilizou um novo tipo de míssil de alta precisão, dois dias depois de um teste de bomba atômica feito pela terceira vez pelo Norte, desafiando as proibições da ONU.

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Estados Unidos, Japão, Europa e até a China, única aliada importante do regime comunista norte-coreano, também recriminaram o teste.

A Coreia do Norte diz que o teste serviu para reforçar suas defesas diante da hostilidade dos EUA, e repetiu seu alerta de que poderá realizar ações ainda mais agressivas caso sofra novas sanções.

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Um porta-voz do ministério sul-coreano da Defesa disse que o novo míssil do país "é uma arma guiada com precisão, que pode identificar e atingir a janela do gabinete da liderança norte-coreana".

O Japão, que teria pouca capacidade de reagir a uma ameaça norte-coreana, por causa de restrições impostas por sua Constituição pacifista, disse ter o direito de desenvolver tal capacidade em razão das mudanças na situação regional de segurança -- mas disse não ter planos de fazer isso no momento.

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"Quando uma intenção de atacar o Japão for evidente, a ameaça for iminente, e não houver outras opções, o Japão está autorizado por lei a realizar ataques contra alvos inimigos", disse o ministro da Defesa, Itsunori Onodera, em entrevista à Reuters.

"Dado o ambiente político do Japão e a diplomacia orientada para a paz que temos observado, esta não é a hora de fazer tais preparativos, mas precisamos observar cuidadosamente o mutante ambiente de segurança na região", acrescentou.

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Qualquer sinal de desenvolvimento militar do Japão deve irritar os vizinhos China e Coreia do Sul, que têm vívidas memórias das agressões imperialistas japonesas no século 20. De qualquer forma, é improvável que os Estados Unidos --que atuam como garantidor perante Seul e Tóquio-- permitissem uma escalada num eventual conflito com a Coreia do Norte.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, conversou por telefone com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, sobre o teste nuclear norte-coreano, e reafirmou o compromisso de Washington com a segurança japonesa.

"Eles prometeram trabalhar estreitamente juntos na busca por uma ação significativa no Conselho de Segurança da ONU, e cooperar a respeito de medidas voltadas para impedir os programas nuclear e de mísseis balísticos da Coreia do Norte", disse a Casa Branca em nota depois do telefonema.

Aparentemente, os EUA e seus aliados trabalham para endurecer as sanções financeiras ao regime norte-coreano.

(Reportagem adicional de Fayen Wong, em Xangai, e Rob Taylor, em Canberra)

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