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Votação para formar órgão constitucional tem baixa participação na Líbia

Internacional|Do R7

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Por Ulf Laessing e Ghaith Shennib

TRÍPOLI, 20 Fev (Reuters) - Os líbios foram às urnas nesta quinta-feira para eleger uma assembleia que elabore uma nova Constituição, mas a participação foi insignificante, refletindo a profunda desilusão política e o caos que permeiam a Líbia desde que o regime de 42 anos de Muammar Gaddafi terminou em 2011.


Menos de 498.000 pessoas votaram, afirmou a comissão eleitoral, sendo que um milhão de eleitores haviam se registrado para participar do pleito, um número bem inferior aos três milhões que se inscreveram antes da eleição parlamentar de 2012.

Imagens ao vivo da televisão líbia nas principais seções eleitorais em todo o país do norte da África mostraram a maior parte das salas vazias. Explosões atingiram cinco seções durante a madrugada na cidade oriental de Derna, um reduto islâmico, mas ninguém ficou ferido.


Homens armados forçaram o fechamento de um centro de votação em Derna, disparando para o ar e gritando "o voto é haram (proibido)", de acordo com um oficial eleitoral. As seções em Derna ficaram fechadas e a insegurança impediu que alguns centros em outras quatro cidades abrissem.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques em Derna, mas moradores disseram que os militantes tinham rabiscado a mensagem "não há Constituição, mas lei islâmica" em um muro perto do local de uma explosão, sugerindo que radicais islâmicos foram os responsáveis.


O governo do primeiro-ministro Ali Zeidan enfrenta dificuldade para afirmar sua autoridade sobre as milícias que ajudaram a derrubar Gaddafi, mas que mantiveram suas armas e se tornaram grandes atores políticos.

Duas das mais fortes milícias ameaçaram na terça-feira dissolver o Congresso Geral Nacional, que é o Parlamento interino, acusando-o de paralisar a Líbia com suas disputas internas.


A Líbia precisa desesperadamente de um governo e um regime viável de modo que possa se voltar para a reconstrução e encontrar uma solução para as divisões abertas na guerra de 2011, que derrubou Gaddafi.

Soldados protegeram seções eleitorais na capital, Trípoli, enquanto helicópteros sobrevoaram a região. Em Benghazi, homens armados atiraram um saco cheio de explosivos em um centro de votação, mas os dispositivos não explodiram, disse uma fonte de segurança.

"Se Deus quiser, este é o ponto de partida para a democracia e a liberdade, que é o motivo pelo qual estamos aqui", disse Hatem al-Majri ao votar em Benghazi.

Os 60 membros do comitê constitucional terão 120 dias para elaborar um esboço da Constituição. Eles representarão igualmente três regiões da Líbia: Tripolitânia, no oeste, Cyrenaica, no leste, e Fezzan, no sul.

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