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JR 24H

PGR apura se houve interferência externa em relatório da PF sobre Vorcaro

Paulo Gonet afirmou que a PGR não teve espaço para se manifestar e que a decisão de produzir o relatório foi ocultada do Ministério Público

Boletim JR 24H|Do R7

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A Procuradoria-Geral da República informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que vai apurar as circunstâncias em que a Polícia Federal produziu o relatório que revelou conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro do Master, Daniel Vorcaro. 

A apuração vai buscar identificar se houve algum tipo de interferência externa na produção do documento, solicitado pelo ministro André Mendonça. 

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a PGR não teve espaço para se manifestar e que a decisão de produzir o relatório foi ocultada do Ministério Público. Segundo ele, isso impediu o necessário controle externo da atividade policial. 

Em outro trecho, Gonet, que também foi citado no relatório, afirma que a PF deverá esclarecer “quanto à possível ocorrência de ordem ou interferência externa em sua elaboração, que tenha maculado seu conteúdo”. As informações atendem a uma determinação de Fachin sobre o caso, que desencadeou uma crise sem precedentes no STF. 

As reuniões em busca de saídas institucionais para a crise continuam acontecendo. Nesta sexta-feira (4), o presidente Lula, antes de cumprir uma agenda pública no Palácio do Planalto, conversou reservadamente com o presidente do STF, Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

Segundo apuração do jornalismo da RECORD, Lula adotou um tom de cobrança por estabilidade. Na avaliação do Planalto, a crise afeta diretamente o ambiente político e econômico e exige uma solução para os conflitos internos do tribunal. 

As instituições públicas também começam a se movimentar para apurar a participação das autoridades citadas no escândalo do Master. O Conselho do Ministério Público Federal vai investigar as citações a Paulo Gonet em mensagens de Daniel Vorcaro, que terá até dez dias para se manifestar. 

Fachin também defendeu o fim do inquérito das fake news, relatado por Moraes. Há ainda a possibilidade de o presidente do STF assumir o relatório do caso Master, hoje sob relatoria de André Mendonça. Nos bastidores do Supremo, o movimento é visto como uma solução para estancar a crise da Corte. 

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