JR ENTREVISTA: ‘Gás do Povo melhora a renda, mas também é questão da saúde pública’, diz Silveira
Programa que vai distribuir botijões de gás a 17 milhões de famílias; Silveira garante que medida está dentro do orçamento
JR Entrevista|Do R7
O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (30) é o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre políticas públicas implementadas ao longo dos dois anos e sete meses em que está à frente da pasta, como o programa Gás do Povo. Também aborda o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na região da Margem Equatorial.
No último dia 4 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o programa Gás do Povo, que amplia o atual Auxílio Gás. Hoje, 5,4 milhões de famílias recebem cerca de R$ 74 para comprar um botijão. Com o novo programa, a ideia é que 17 milhões de famílias recebam o botijão gratuitamente. O Gás do Povo tem orçamento estimado em R$ 5,6 bilhões e deve ser iniciado em novembro.
"É um grande programa social, com máxima relevância tanto na questão de melhorar um pouco mais a renda da população mais carente do Brasil, mas também com grande transversalidade na questão da saúde pública. Muitas mulheres e crianças são sujeitas a estarem cozinhando um fogão de lenha por falta de gás, inalando aquela fumaça e gerando grandes danos à saúde pública", destaca o ministro, ressaltando que o novo programa está "completamente dentro do orçamento".
Alexandre Silveira também trata do tarifaço imposto pelo Governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para o ministro, o Donald Trump estaria mal-informado a respeito do presidente Lula.
"O Brasil é um país que dialoga com todos, aberto à economia global, que tem grandes potencialidades na área da transição energética. Agora, o presidente Lula esteve nos EUA, e, como é próprio da sua personalidade, deu match [com Trump]. Trump começou a ver que o presidente Lula é alguém que quer dialogar", observa.
Petróleo ainda é necessário
Alexandre Silveira ressalta, ainda, que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta — cerca de 50% da oferta vem de fontes renováveis, enquanto a média mundial é de 29%.
Apesar disso, o ministro defende a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na região da Margem Equatorial. "Não podemos deixar de conhecer, por uma questão de soberania nacional, e, conforme o direito do povo brasileiro, de explorar ou não nossas potencialidades minerais. E o petróleo é um mineral importante e ainda necessário no mundo", salienta.
"Estou extremamente otimista. Quero parabenizar a ministra Marina Silva, que tem conduzido com maestria esse processo de licenciamento junto ao Ibama. Tenho absoluta convicção de que nós vamos ter notícia positiva e poder conhecer os potenciais da margem equatorial", acrescenta.
“O que nós precisamos é buscar explorar essas riquezas de forma adequada, a favor de criar divisas para o Brasil, fazer a inclusão social e melhorar a qualidade de vida de todos os brasileiros", conclui o ministro.
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