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JR ENTREVISTA: 'Governo vai sacar do Tesouro e pagar quem precisa', diz ministro da Previdência

Wolney Queiroz afirmou que governo vai usar do próprio dinheiro para ressarcir vítimas de fraude e depois cobrará das entidades associativas

JR Entrevista|Do R7

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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (18) é o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. À jornalista Tainá Farfan, Wolney falou sobre a instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o processo de ressarcimento dos aposentados e pensionistas prejudicados.

Segundo o ministro, ainda não há um prazo para ressarcimento de quem foi vítima da fraude, mas ele disse esperar resolver tudo até o fim deste ano. “Eu quero que tudo isso esteja concluído até 31 de dezembro. Nós estamos dando isso como prazo limite. Concluído, inclusive todo mundo ressarcido”, destacou. Segundo ele, o governo pagará os aposentados com o próprio dinheiro e depois cobrará as entidades associativas o ressarcimento aos cofres públicos.

“O governo vai sacar do Tesouro e vai pagar quem precisa, quem foi lesado. Que faz muita diferença, R$ 1.000, R$ 2.000, R$ 3.000, alguns podem receber esse valor, outros menos, porque como os descontos foram a maior parte em 23, 24, o período é menor, mas teve alguém que foi cinco anos, então vai receber um pouco mais dinheiro, então o governo precisa pagar essas pessoas e depois o governo busca o ressarcimento para si próprio”, explicou.

De acordo com Wolney, o governo era contra a instalação da CPMI no Congresso exatamente por temer que o processo de ressarcimento possa atrasar. Além disso, o ministro afirma que pode haver vazamento de dados e que o colegiado pode ser usado para disputa política.

“Eu tenho uma preocupação com o que isso vai ocasionar. Por quê? Eu explico do ponto de vista prático. Por mais competente que sejam os parlamentares, senadores e deputados, eu acho que dificilmente algum deles vai conseguir um dado a mais fora das investigações que foram feitas pela Polícia Federal e pela CGU. Portanto, a investigação, digamos, que é uma comissão parlamentar de inquérito, é um inquérito feito pelo parlamento. Esse inquérito se baseará em dados já coletados, portanto, não haverá novidades. O que pode haver é vazamento de dados, o que seria muito ruim”, argumenta.

Apesar disso, o ministro disse que respeita a decisão do Congresso. “Se esses argumentos não foram suficientes para convencer os deputados e os senadores, o governo também respeita a decisão do Parlamento, que teve muitos membros da base governista que assinaram a CPMI e o governo não pediu para retirar a assinatura”.

O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no PlayPlus

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