Logo R7.com
RecordPlus
JR 24H

JR ENTREVISTA: 'No DF, cartel gera dano de R$ 2 bi por ano aos consumidores’, diz presidente do Cade

Gustavo Augusto Freitas explica como órgão atua de modo a combater o crime organizado e proteger consumidores

JR Entrevista|Do R7

  • Google News

O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (13) é o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Gustavo Augusto Freitas. Ao jornalista Yuri Achcar, ele comenta sobre recentes investigações cujos alvos são postos de combustíveis, a necessidade de parceria com autoridades policiais e o papel do Cade quando há concentração de empresas de um mesmo setor.

À frente da autarquia desde 14 de julho deste ano, Gustavo Freitas destaca que o cartel é um crime que envolve uma série de condutas ilícitas e demanda investigações aprofundadas. Em um caso recente, oito redes de postos de combustível do Distrito Federal foram punidas e tiveram de desembolsar R$ 245 milhões em multas.

"É um trabalho de combate ao crime organizado. Não é como se fossem dois donos de padaria combinando preço de pão. Quando a gente faz interceptação telefônica, vê que tem ameaças. São grupos grandes, que mexem com muito dinheiro e, às vezes, associados à lavagem de dinheiro, corrupção, a crime ambiental", detalha.

"A solução para isso é articulação. A gente está conversando com o Ministério da Justiça para trabalhar junto com a Polícia Federal, e temos uma área de inteligência no Cade", ressalta.

O presidente também explica que, além de ter uma conduta punitiva, o Conselho atua de forma preventiva. Um exemplo é quando grandes empresas — cujo faturamento supera R$ 750 milhões — indicam um movimento de concentração.

Um exemplo citado por Gustavo Freitas é o anúncio, feito no início deste ano, da fusão entre as companhias aéreas Gol e Azul. O presidente do Cade, contudo, salienta que não houve solicitação à autarquia — um passo necessário para a concretização do negócio.

"Em nenhum momento, houve essa solicitação [ao Cade], que tem de ser prévia, ou seja, se a empresa faz a fusão e ela não pede isso antes de consumar, já pode ser punida, e a gente pode mandar desfazer", revela.

Confira a entrevista, também disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.