JR ENTREVISTA: 'Reduz o tempo de tratamento do processo', diz presidente do TST sobre uso de IA
Ministro Aloysio Corrêa da Veiga falou sobre o uso da tecnologia como aliado do Judiciário e também dos desafios das novas relações de trabalho
JR Entrevista|Do R7
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (30) é o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Aloysio Corrêa da Veiga. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, o ministro falou sobre novas formas de trabalho, os desafios da Justiça trabalhista e o uso de Inteligência Artificial.
Segundo ele, a tecnologia tem sido uma aliada da Justiça trabalhista há muito tempo, mas nada substitui o papel do homem. “A inteligência artificial é muito bem-vinda, porque ela facilita a vida, não substitui a vida. Não vamos robotizar a ponto de dizer, olha, ao invés de termos um juiz, vamos ter um robô que vai fazer o mesmo trabalho do juiz. A inteligência artificial é um complemento”, diz.
Ele destaca que hoje a Justiça já é muito mais rápida devido ao avanço da tecnologia. O ministro cita, por exemplo, que até alguns anos atrás os processos eram físicos e hoje já é tudo digital. Agora, segundo ele, todo o processo corre mais rápido. “Eu tenho em tempo real as informações que eu busco, precedentes do Brasil inteiro, enfim, uma série de fatores que vão conjugar para que eu possa melhor prestar a Justiça. E a questão do processo eletrônico hoje foi um grande adianto. Até bem pouco tempo atrás, até uns 30 anos atrás, o processo era físico. E o tempo morto do processo era algo assim inimaginável. Para cada ato processual, ele ia para uma prateleira para esperar o cumprimento, dias, meses. E com a tecnologia da informação, com a TI e com a inteligência artificial, nós passamos a ter uma resposta imediata para os atos processuais. Então o tempo de prateleira não existe mais. Os atos são comunicados de imediato. Isso facilita. E reduz o tempo também de tratamento do processo”, explica.
As transformações tecnológicas, no entanto, também trazem desafios para a Justiça trabalhista. O ministro destaca que o mundo do trabalho tem se transformado de forma muito rápida a cada dia e a legislação não tem acompanhado. Mas que mesmo assim, a Justiça precisa agir. “A mudança foi vertiginosa e de uma rapidez impressionante. Nós saímos da década de 80, do século passado, da máquina de escrever, para hoje, a inteligência artificial nos computadores mais sofisticados. E a cada seis meses, há uma mudança da tecnologia que torna obsoleto toda a ferramenta que nós utilizamos”, cita.
Nesse sentido, ele elenca a questão da uberização como um fenômeno que precisa de mais atenção do poder público. “No caso do Uber, e no caso das entregas, nas plataformas de entrega, a vinculação é um algoritmo. Não se conhece nem quem é o empregador”, afirma ao falar sobre a necessidade de regulação e de, pelo menos, uma “interferência mínima” do Estado, se não, segundo ele, se arrisca cometer erros do passado. “O grande Cícero, o filósofo da Antiguidade, já dizia que o povo que esquece a história corre o risco de repetir tragédias.”
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