ONG ligada ao PCC buscava influenciar opinião pública, revela investigação
Organização utilizava apoio de autoridades e artistas para defender interesses da facção
JR na TV|Ri7a, a inteligência artificial do R7

Uma investigação revelou como uma organização não governamental estava envolvida em um esquema para influenciar a opinião pública em favor de uma facção criminosa. A ONG, chamada Pacto Social e Carcerário, buscava apoio de autoridades e artistas para promover temas de interesse do grupo. Em janeiro deste ano, uma operação policial resultou no indiciamento de doze pessoas, incluindo a presidente Luciene Neves Ferreira e o vice-presidente Geraldo Sales da Costa, ambos agora presos.
Os investigadores descobriram que a ONG estava por trás de protestos e campanhas nas redes sociais que aparentavam defender a dignidade humana nos presídios, mas eram coordenadas pela facção criminosa. Manuscritos apreendidos mostraram que detentos recebiam instruções detalhadas sobre como agir durante essas manifestações.
O caso começou a ser desvendado em setembro de 2021, quando uma mulher foi detida ao tentar entrar na penitenciária de Presidente Venceslau com drogas e cartões de memória escondidos. Esses cartões continham informações sobre a estrutura financeira e as estratégias de influência da facção.
A ONG também foi acusada de financiar passagens aéreas para o diretor de um documentário crítico ao sistema prisional brasileiro. Além disso, a organização envolveu cantores de rap e funk em suas campanhas, embora não haja evidências de que esses artistas ou políticos soubessem do vínculo com o crime organizado. O advogado da liderança da ONG não se manifestou sobre as acusações.
Assista ao vídeo - Investigação mostra como ONG ajudava o PCC a influenciar a opinião pública
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