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Atividades do canil do Senado estão suspensas após morte de funcionária atacada por cães

A médica veterinária foi mordida no pescoço por um pastor belga e morreu depois de quatro dias internada

JR na TV|Do R7

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Estão suspensas as atividades do canil do Senado, em Brasília. A medida foi tomada depois da morte de uma prestadora de serviço, atacada por um dos cães do local. O Conselho de Veterinária afirma que o canil não tinha registro para funcionar. A suspensão das atividades foi confirmada pelo Senado uma semana depois do ataque à Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos. A médica veterinária foi mordida no pescoço por um pastor belga e morreu depois de quatro dias internada. Ela prestava serviços para a Polícia Legislativa havia quatro anos.  

O Senado informou que a suspensão tem como objetivo reavaliar procedimentos e diretrizes do serviço e que as apurações sobre o incidente seguem em andamento. O caso era investigado pela Polícia Civil do DF, mas está agora com a Polícia Federal.  

O funcionamento do canil está também sob análise do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal. O órgão tentou fazer uma inspeção no local no dia do ataque, mas o espaço estava fechado para perícia.  

A entidade afirma que o canil não tinha registro para funcionamento. "Aqui a gente já averiguou nos nossos arquivos internos que aquele canil não possui o devido registro aqui no Conselho Regional de Medicina Veterinária. Uma vez tendo o registro, ele também tem obrigatoriedade de ter uma anotação de responsabilidade técnica, onde um responsável técnico, um médico veterinário devidamente habilitado, estabelece todos os protocolos inerentes a existência daquele canil", explica Rodrigo Montesuma, presidente do CRMV-DF.  

Em 2024, quando Vitória ainda era estudante e estagiária no Senado, ela foi uma das autoras de um estudo sobre cães do serviço do legislativo. O trabalho apontou problemas como ausência de camas nas baias e a falta de um médico veterinário próprio no canil.  

Com a suspensão das atividades, o Senado pretende devolver os cães para os antigos tutores, mas não informou quantos animais recebeu em doação. Os cães eram usados pela Polícia Legislativa em varreduras para identificar ameaças ao Congresso, a servidores e parlamentares. 

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