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Audiência do processo de expulsão do tenente-coronel Geraldo Neto da PM de SP é adiada

Geraldo, marido de Gisele, alega que ela se matou

JR na TV|Do R7

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Foi adiada a audiência do processo de expulsão do tenente-coronel Geraldo Neto da PM de São Paulo. Ele é réu por feminicídio. Para a família de Gisele Alves Santana o dia 18 de fevereiro ainda não terminou. Ela foi encontrada baleada na sala do apartamento. A investigação diz que que ela foi assassinada.  

Geraldo Rosa Neto, marido de Gisele, alega que ela se matou. No dia da reconstituição ele deu mais detalhes sobre os momentos após o disparo, quando Gisele ainda estava viva: "Muito sangue ao redor. Eu não podia pôr a mão porque eu não queria socorrer. Eu esperei o bombeiro chegar. Eu não pus a mão no corpo. Sei a gravidade que é um tiro na cabeça". Ele afirmou ainda que ficou preocupado em se sujar e se tornar suspeito do crime.  

Geraldo Rosa Neto deve passar por dois julgamentos. Um na esfera criminal, que vai analisar se ele matou ou não a esposa e outro na esfera militar que deve decidir sobre a expulsão da polícia. Uma audiência desse último processo estava marcada para esse segunda-feira (14), mas foi adiada.  

O tenente coronel segue detido no Presídio Romão Gomes. Até julho, último mês disponível para consulta, ele recebeu a aposentadoria de R$ 17 mil. A defesa de Geraldo não quis se manifestar.

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