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Brasil registra menor número de homicídios da última década, segundo o Atlas da Violência

Falta de integração entre órgãos dificulta combate à violência juvenil

JR na TV|Do R7

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O Brasil registrou o menor número de homicídios da última década, segundo o Atlas da Violência divulgado nesta terça-feira (26). Mas, um dado acende o alerta: o aumento dos chamados "homicídios ocultos". São mortes violentas que não entram nas estatísticas como assassinatos.  

O Sudeste é a região com a maior subnotificação dos casos. Na porta do fórum do Rio de Janeiro, mães carregam a mesma dor: a perda de filhos, vítimas da violência. Muitos casos ainda sem resposta.  

O Atlas da Violência mostra que o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024. Queda de quase 7% em relação ao ano anterior (6,9%). Mas, o estudo revelou um dado que preocupa: o avanço dos chamados "homicídios ocultos".  

Casos em que a morte violenta é registrada sem que o estado consiga definir o motivo ou a intenção do crime. Em 2024, foram mais de 7 mil registros, alta de 88%. Do total de homicídios, quase metade das vítimas tinham entre 15 e 19 anos (46,5%). O estudo indica que 75 jovens são mortos, todos os dias, no Brasil.  

O Rio de Janeiro aparece acima da média nacional com quase 50 mortes a cada 100 mil habitantes. Na última década, mais de 300 mil jovens foram assassinados no país. A grande maioria por armas de fogo (84,1%).  

O Sudeste lidera os índices de subnotificação. São Paulo tem o maior percentual de homicídios ocultos do país com quase 85%, seguido de Belo Horizonte com pouco mais de 65% e Rio de Janeiro com 17%. 


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