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Inteligência artificial ajuda polícia a fazer retratos falados de criminosos

Uma técnica chamada de "progressão facial" simulou como Paulo Cupertino, assassino do ator Rafael Miguel

JR na TV|Do R7

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A inteligência artificial virou uma aliada importante da polícia para fazer retratos falados cada vez mais fiéis e desvendar crimes. Nem sempre um criminoso deixa impressões digitais na cena do crime. Às vezes, o que resta é apenas a memória de uma testemunha ou o fragmento da imagem do suspeito, que servem como pontos de partida para muitas investigações. 

No Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, funciona um dos setores mais discretos da instituição. É ali que lembranças ganham contornos e se transformam em retratos falados, capazes de colocar a polícia no caminho de um suspeito. O talento dos artistas forenses continua insubstituível. A diferença é que, agora, eles têm a inteligência artificial como nova ferramenta aliada. 

O processo começa com um rosto em branco. A partir das lembranças da testemunha, o perito acrescenta cada traço. A inteligência artificial encurta o processo, otimizando o trabalho posterior de melhorar a imagem e deixá-la o mais real possível”, diz o artista forense Thiago de Souza. 

Essa é a evolução de uma técnica que há décadas ajuda a polícia. Em 1998, o retrato falado ajudou na identificação do criminoso conhecido como "Maníaco do Parque". Mais recentemente, uma técnica chamada de "progressão facial" simulou como Paulo Cupertino, assassino do ator Rafael Miguel, poderia ter mudado a aparência enquanto esteve foragido. Extrair informações de imagens de câmeras de segurança distorcidas ou de baixa resolução também mudou a rotina dos profissionais. 

“O que a gente pode fazer é sempre utilizar as melhores ferramentas que existem no mercado para poder auxiliar a gente pra poder encurtar tempo”, explicou a também artista forense Maria Eduarda Franco.  

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