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Brasil registra recorde de medidas protetivas, mas violência contra as mulheres ainda preocupa

No ano passado, cerca de 13% das vítimas de feminicídio tinham medidas ativas quando foram mortas

JR na TV|Do R7

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A Lei Maria da Penha foi criada para combater a violência contra as mulheres e punir os agressores. Apesar dos avanços em 20 anos, algumas dificuldades ainda persistem. No primeiro semestre deste ano, o Brasil bateu recorde na concessão de medidas protetivas, com mais de 337 mil pedidos atendidos. 

As medidas protetivas determinam que o agressor mantenha distância da vítima e podem levar à prisão em caso de descumprimento. Especialistas destacam, porém, que a fiscalização é fundamental para que elas não sejam apenas um documento. No ano passado, cerca de 13% das vítimas de feminicídio tinham medidas ativas quando foram mortas. 

Programas como a Patrulha Maria da Penha e o uso de botões de pânico ajudam no acompanhamento das vítimas e na resposta rápida às ameaças. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que, em média, uma mulher recebe uma medida protetiva a cada 45 segundos no país. 

Apesar das conquistas, o medo ainda impede muitas denúncias: 68% das mulheres temem represálias e a impunidade dos agressores. A orientação é procurar ajuda pelos telefones 190, da Polícia Militar, e 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funcionam 24 horas. 

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