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Corpo de capitã da PM morta pelo marido é enterrado nesta quarta-feira (22) em BH

Marido policial é suspeito e tem prisão preventiva decretada pela Justiça

JR na TV|Do R7

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O corpo da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, foi enterrado nesta quarta-feira (22) em Belo Horizonte (MG). O marido, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, principal suspeito da morte, teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia. A Justiça entendeu que a medida é necessária para garantir a ordem pública, enquanto o caso segue sob segredo de justiça. 

No velório, familiares relataram que o policial era ciumento e manipulador. Segundo o tio da vítima, "Ela sempre foi incentivada a largar. Ela já tinha deixado diversas vezes o relacionamento, mas constantemente ele ia e persuadia ela a continuar." O sargento afirmou que o casal usou drogas durante uma festa e que Michele morreu após cair da escada. 

Eduardo já tinha histórico de violência contra pelo menos duas ex-namoradas e chegou a ser expulso da PM por omitir uma apreensão por porte ilegal de arma na adolescência, mas foi reintegrado por decisão judicial. A corporação informou que não havia registros de denúncias feitas pela capitã sobre violência no relacionamento. 

Segundo dados apresentados na reportagem, quatro mulheres morrem por dia no Brasil vítimas de feminicídio. Em Minas Gerais, foram registrados 78 casos no primeiro semestre deste ano. A comandante-geral da PM afirmou que a morte da capitã reforça a necessidade de combater a violência doméstica e familiar contra a mulher. 


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