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Crime organizado amplia presença na economia e aumenta riscos para empresas

Especialistas alertam sobre a infiltração de facções criminosas em setores econômicos formais

JR na TV|Do R7

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O crime organizado avançou sobre a economia e se infiltrou em diversos setores. Por isso, especialistas acreditam que as empresas têm de investir em inteligência para identificar vínculos de fornecedores com facções e evitar sanções, inclusive internacionais. 

O crime organizado, que dominava territórios e oprimia comunidades, se infiltrou na economia e se mistura a atividades legais da iniciativa privada. Um evento discutiu a expansão das facções em setores da economia formal. Investigações já apontaram o envolvimento do PCC no transporte público, em postos de combustíveis e no mercado financeiro. 

Segundo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, empresas de ônibus que funcionam legalmente e transportam quase 30 milhões de passageiros por mês podem ser afetadas quando a direção é capturada pelo crime organizado. A diretora-executiva da ICC Brasil, Gabriella Dorlhiac, afirma que empresas têm criado áreas específicas de investigação e inteligência. 

Depois que os Estados Unidos passaram a considerar o PCC e o Comando Vermelho organizações terroristas, a preocupação aumentou. Companhias que façam negócios com empresas ligadas às facções, mesmo sem saber da relação, podem sofrer sanções, como bloqueio de bens e proibição de transações. "É muito importante que as empresas conheçam as suas relações comerciais. Com quem eu estou fazendo o negócio, de quem eu estou comprando o produto, quem é o fornecedor, quem é o parceiro de negócio", afirma Ricardo Wagner de Araújo, diretor de Governança e Conformidade da Petrobras. 


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