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Crime organizado tem lucrado mais com fraudes em combustíveis do que com tráfico, diz estudo

Facções importam metanol para fraudar gasolina, gerando bilhões em lucro

JR na TV|Do R7

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O crime organizado passou a faturar mais com as fraudes no setor de combustíveis do que com o tráfico de drogas, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. É uma competição desleal. Nos últimos três anos, o crime organizado importou 435 milhões de litros de metanol para adulterar a gasolina vendida nas bombas. Essa mistura corrosiva, que provoca danos aos veículos, resultou em um lucro de mais de R$ 1 bilhão ao crime organizado. 

“O consumidor, muitas vezes, paga um preço menor por um produto falsificado, contrabandeado, mas isso tem um impacto direto na sua segurança. E, no caso do carro, muitas vezes, manutenções muito mais caras do que aquele pequeno ganho que essas organizações criminosas oferecem pela manipulação do combustível e pela fraude tributária que praticam”, explica o coordenador da Escola de Segurança Multidirecional da USP, Leandro Piquet Carneiro. 

“É necessário continuar a fiscalização e é necessário mapear outros lugares onde esse crime organizado começa a fluir. Ele vai, por exemplo, para fraudes mais operacionais, mais difíceis de identificar, até por conta da fiscalização”, enfatiza o presidente do Instituto Combustível Legal, Emerson Kapaz. 

O faturamento do crime organizado com fraudes operacionais, como a adulteração da qualidade e da quantidade do combustível, praticamente dobrou nos últimos 3 anos. 

Dez meses depois da Operação Carbono Oculto, que identificou o uso de fintechs e fundos de investimento na ocultação de recursos e na lavagem de dinheiro, o desafio passou a ser manter o rigor na fiscalização. 

“Uma organização criminosa que já existe há tantos anos, que tem uma quantidade disponível de dinheiro tão gigantesca a ponto de se internacionalizar, a ponto de migrar para outros mercados não é uma atuação que a gente vai fazer em um, dois anos. É uma necessidade de atuação contínua”, diz a Superintendente da Receita Federal, Márcia Meng. 


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