Logo R7.com
RecordPlus
JR 24H

Descoberta de petróleo na Foz do Amazonas coloca o Brasil no centro de debate estratégico de energia

A última grande descoberta de petróleo no Brasil aconteceu em 2006, com o pré-sal

JR na TV|Do R7

  • Google News

A descoberta de petróleo na foz do Amazonas colocou o Brasil novamente no centro de um debate estratégico sobre energia e desenvolvimento. O país pode ganhar uma nova fronteira de exploração e aumentar a produção nos próximos anos. 

O petróleo vai muito além dos postos de combustíveis. Está nos plásticos, nas roupas, nos cosméticos e até nos fertilizantes, que ajudam a produzir os alimentos. A última grande descoberta de petróleo no Brasil aconteceu em 2006, com o pré-sal. 

Hoje, essa área responde por cerca de 80% da produção nacional. Mas estudos indicam que esse potencial deve começar a diminuir a partir de 2030. E em um mundo marcado por conflitos e oscilações no mercado internacional, o Brasil precisa de novas garantias. 

A aposta para a próxima década vem de um exemplo do outro lado da fronteira. A Guiana Francesa, que assim como os vizinhos Suriname e Guiana, já descobriu o potencial de grandes reservas de petróleo. O senado da França autorizou pesquisas no setor em janeiro deste ano. E a proximidade com essas grandes reservas também entrou no radar do Brasil. 

A chamada margem equatorial é uma faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. O petróleo já foi encontrado em áreas da costa do Nordeste, mas a região próxima da fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, é vista como a nova mina de ouro brasileira. 

Este mês, a Petrobras anunciou a descoberta de petróleo no primeiro poço perfurado na foz do Amazonas. Ainda serão necessários novos estudos para medir o potencial da reserva e iniciar a produção em até sete anos. 

Para entender o potencial dessa região, basta olhar para o exemplo da Guiana. Mesmo com uma costa menor que a brasileira, o país já acumula mais de 11 bilhões de barris - volume que representa 75% de tudo o que o Brasil possui, incluindo o pré-sal. 

Oiapoque, a quase 500 quilômetros de Macapá (AM), foi escolhida como base de apoio para as pesquisas da Petrobras. É a cidade mais próxima da área de exploração. Foi lá que a equipe da RECORD decolou de helicóptero para conhecer um laboratório em alto mar. 

Essa é a primeira vez que uma emissora de televisão faz imagens do local exato onde as pesquisas brasileiras são realizadas. O poço foi perfurado a mais de 175 quilômetros da costa do Amapá. Desde outubro do ano passado, 180 profissionais trabalham na operação. 

O desafio foi levar a sonda a sete quilômetros de profundidade, atravessando a água e as camadas de rocha. Mas produzir petróleo tão perto da Amazônia também levantou preocupações ambientais. Para conseguir a licença do Ibama, a Petrobras teve que cumprir uma série de exigências. 

Uma das estruturas que precisaram ser construídas em Oiapoque foi um centro de atendimento e reabilitação da fauna. A unidade pode receber animais em caso de vazamento de óleo. Embarcações de resgate também ficam de prontidão para atuações em alto mar. 

A expectativa é que toda estrutura nunca precise ser utilizada. Para isso, a aposta está na tecnologia e na experiência em grandes profundidades acumulada pelo Brasil em décadas de operação no pré-sal. A reportagem vai ao ar nesta quarta-feira (26) na RECORD. 

No RecordPlus, tem mais conteúdo da RECORD para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.