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Dois anos depois da maior enchente do Brasil, RS volta a viver dias de angústia com cidades alagados

Enchentes e ventos fortes causam transtornos em diversas regiões gaúchas

JR na TV|Do R7

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Dois anos depois da maior enchente da história do Brasil, o Rio Grande do Sul voltou a viver dias de angústia, com cidades e bairros alagados pelas fortes chuvas. Em Ciríaco, no norte do estado, um idoso precisou ser resgatado pela janela de um carro preso na correnteza. Em Frederico Westphalen, um vendaval derrubou a vitrine de uma concessionária e um funcionário foi atingido, mas não ficou ferido. 

Em Canoas, moradores tentaram proteger as casas da água. "Estou tentando levantar tudo porque a água já bateu na porta da minha cozinha. Já fiz uma barricada lá com sacola de areia pra ver se não entra tudo pra dentro de casa", relatou a cuidadora de idosos Ruti Ferreira Vargas. 

Em Porto Alegre, a zona norte foi a região mais afetada. Nos últimos dois dias, a capital registrou 120,7 mm de chuva, quase todo o volume esperado para julho. Desde a enchente de 2024, áreas de risco passaram a contar com alertas sonoros monitorados pela Defesa Civil. 

Ao todo, 52 cidades foram afetadas, e a Defesa Civil alertou para a elevação do nível de dez rios. No Vale do Taquari, um rio transbordou, mas, mesmo com uma ponte interditada, motoristas ainda se arriscaram a atravessar o trecho. 


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