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Entenda como Ferrari de R$ 4 milhões está no centro de uma sucessão de golpes e crimes

Empresário é enganado em venda de Ferrari de luxo; investigações continuam

JR na TV|Do R7

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O carro mais caro do Brasil - uma Ferrari de R$ 4 milhões - está no centro de uma sucessão de golpes e crimes. Só existe um carro como este no Brasil. O dono era o empresário Leonardo Vasconcelos Rodrigues. Depois de aceitar uma proposta e vender o carro, descobriu que tinha caído em um golpe milionário e o principal suspeito era um conhecido. Carlos Eduardo Nascimento Barbosa trabalha com compra e venda de relógios de alto luxo.  

Segundo Leonardo, ele ofereceu um relógio avaliado em R$ 2,5 milhões, além de três cheques de R$ 600 mil como pagamento do carro de luxo. Leonardo mandou o relógio para avaliação. O laudo confirmou: o relógio não era original e nem mesmo a pulseira era verdadeira.  

Em depoimento, no ano passado, Carlos admitiu que os cheques não tinham fundo e que sabia da falsificação do relógio e disse que agiu assim por dificuldades financeiras. Só que o esportivo já estava com outro homem: Boris Maciel Padilha. A polícia descobriu que o veículo de luxo estava em uma loja em Itapema, litoral de Santa Catarina e apreendeu o veículo. Carlos foi indiciado por estelionato. Boris também passou a ser investigado por suspeita de participação no esquema.  

O Ministério Público defendeu a devolução do carro para o primeiro dono, mas a Justiça mudou a decisão dias depois e manteve o carro, por enquanto, com Boris. Nas redes sociais, Boris exibe uma vida de luxo e continua mostrando o esportivo. Ele também é investigado em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à Operação Integration, que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra em 2024.  

Este inquérito tem de mais de 10 mil páginas. Começou na Justiça Estadual de Pernambuco, mas, parte do caso foi enviada à Justiça Federal, depois que a polícia encontrou indícios de movimentações internacionais de dinheiro e o registro de empresas no exterior. A advogada especializada em direito criminal, Beatriz Alaia Colinho, diz esse tipo de decisão pode acontecer por vários motivos e que muitas vezes atrasam uma decisão final: "Há diversas previsões de competência, tanto quanto ao lugar do crime, o domicílio do réu, a natureza do crime e se eventualmente o réu tem foro por prerrogativa de função ou não".   

A defesa de Carlos Eduardo foi procurada, mas não retornou aos nossos contatos. Já o advogado de Boris afirma que ele negociou relógios verdadeiros com Carlos por um carro de luxo. Enquanto isso, Leonardo espera, o quanto antes, recuperar R$ 4 milhões perdidos em um negócio fechado em pouco tempo e que terminou em prejuízo.


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