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Fachin pretende encerrar inquérito das 'fake news', há sete anos sob relatoria de Moraes

Presidente do STF propõe fim do inquérito e defende código de ética para juízes

JR na TV|Do R7

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O presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, pretende encerrar o inquérito das “Fake News”, há sete anos sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. É uma iniciativa para baixar a temperatura na crise que se abateu nesta semana no tribunal. 

Uma das primeiras iniciativas de Fachin foi retirar das mãos de Moraes a possibilidade de investigar o colega André Mendonça. Ontem, Moraes acusou Mendonça de crimes como “abuso de autoridade e direcionamento das investigações” no inquérito do caso Master. Mendonça também pediu a Fachin uma apuração contra Moraes, após a revelação de conversas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro. 

Nesta sexta-feira (4), ao lado do presidente Lula e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no Palácio do Planalto, Fachin afirmou que “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos” e que “a resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”. Lula defendeu que “ninguém pode usar o cargo que ocupa em benefício pessoal”. 

Ontem, Fachin determinou que Mendonça e Moraes se manifestem por escrito em cinco dias. Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também devem se manifestar. Fachin ainda não definiu os próximos procedimentos nem se levará os casos ao plenário, mas ministros e interlocutores defendem uma decisão colegiada.


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