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Justiça condena estado do Rio de Janeiro por mortes de primas atingidas por bala perdida

Decisão exige indenização e pensão vitalícia por falhas em investigação de 2020

JR na TV|Do R7

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Duas primas foram vítimas de bala perdida na Baixada Fluminense, em 2020. A investigação da Polícia Civil concluiu, na época, que o tiro partiu de traficantes, mas nunca identificou o atirador. Agora, uma apuração conduzida pela Defensoria Pública levou a Justiça a reconhecer falhas do Estado no caso. 

A sentença teve como base uma investigação independente da Defensoria, que utilizou até uma reconstrução em 3D para analisar as circunstâncias das mortes de Emily e Rebecca. Na decisão, a juíza apontou que o local do crime não foi preservado adequadamente e que houve deficiência na condução das investigações. 

Com a decisão judicial, o estado do Rio de Janeiro foi condenado a pagar indenização por danos morais e pensão vitalícia à família das vítimas. Segundo a investigação da Defensoria Pública, existe a possibilidade de o disparo que matou as meninas ter partido da arma de um dos policiais militares que estavam na viatura, apesar da ausência de imagens do momento do crime. 

Emily, de quatro anos, e Rebecca, de sete, foram atingidas enquanto brincavam na porta de casa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O inquérito da Polícia Civil havia sido arquivado após atribuir a autoria do disparo a traficantes, sem identificar o responsável. Nenhum policial foi punido. O defensor público Pedro Paulo Carriello afirmou que a decisão "vai dar uma esperança, vai dar um novo caminhar e fortalece, que é um pleito antigo, uma decisão do Supremo, decisão da Corte Interamericana, da necessidade de perícia autônoma". 


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